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Reduz produção de aquacultura em Moçambique

O sector da aquacultura deverá registar quebras assinaláveis da sua produção média anual este 2013 (apenas 600 toneladas) como resultado da eclosão da chamada doença das manchas brancas em várias regiões de Moçambique.

Em 2006, a produção de pescado na área de aquacultura era de cerca de mil toneladas, mas devido ao alastramento da doença da mancha branca, a partir de 2011, a actividade tem estado a sofrer um “grande revés”, reconheceu o ministro das Pescas, Victor Borges, salientando que a praga afecta principalmente o camarão que é um dos produtos tradicionais nas exportações moçambicanas.

Em Moçambique, a doença da mancha branca foi detectada em Setembro de 2011, na província central da Zambézia. Consumo per capita Apesar daquele cenário, o sector pesqueiro moçambicano continua a registar níveis produtivos “consideráveis”, acrescentou o governante, estimando em pouco mais de 200 mil toneladas o volume anual conseguidos por aquele ramo.

Aquela produção permite que cada moçambicano consuma, nominalmente, uma média anual de cerca de 10 quilogramas de pescado diverso, salientou o ministro, admitindo, entretanto, que o “volume está abaixo dos níveis fixados pelos organismos internacionais sobre a matéria”.

Sobre o actual monopólio de operadores estrangeiros na pesca de atum, produto de elevado valor comercial no mercado internacional, Victor Borges somente explicou que várias acções já estão em curso para inverter aquele cenário caracterizado por operações de pesca “offshore por frotas estrangeiras”.

O objectivo é que, “futuramente”, a exploração do atum “se traduza em ganhos económicos reais para o país”, realçou Boges, falando esta segunda-feira, em Maputo, durante uma reunião regional sobre mudanças climáticas e impacto de desastres naturais nas Pescas e Aquacultura dos países da África Austral e Oriental.

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