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FMI afirma que passarão muitos anos antes dos benefícios dos recursos naturais em Moçambique

O vice-director-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) David Lipton defendeu, Segunda-feira, em Maputo, que “é tempo de Moçambique preparar e planear a utilização mais benéfica para a população” dos ganhos que obterá com os recursos naturais.

David Lipton sugeriu os caminhos que Moçambique deve seguir para assegurar uma melhor partilha dos rendimentos dos recursos naturais, durante uma conferência de imprensa realizada no âmbito da visita que efetua ao país.

“Levará muitos anos antes de a extracção dos recursos naturais que estão a ser descobertos no país comece a gerar renda, mas isso significa que é tempo de Moçambique preparar e planear a utilização mais benéfica para a população dos recursos naturais”, sublinhou o norte-americano.

Segundo o vice-director-executivo do FMI, será uma espera difícil para a população aguardar pelo momento em que as enormes reservas de gás e carvão que estão a ser descobertas no país comecem a dar benefícios.

“O país deve preparar-se para o momento em que deverá transformar os rendimentos dos recursos naturais em activos produtivos”, sublinhou David Lipton.

Para aquele responsável do FMI, as autoridades moçambicanas devem definir um quadro legal que garanta a reciprocidade de ganhos com as multinacionais, de modo a arrecadar receitas justas da extracção dos recursos naturais.

“Estamos a tentar partilhar com o Governo as melhores práticas seguidas na elaboração de contratos que garantam vantagens mútuas. As empresas precisam de incentivos para investir, mas o Governo deve retirar os benefícios apropriados do processo”, enfatizou David Lipton.

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