Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Recuperados 69% do crédito malparado do ex-Banco Austral

Ascende a cerca de 69% o nível de recuperação do crédito malparado do extinto Banco Austral, actual Barclays, pelo Estado e pela própria instituição financeira, tendo no terceiro trimestre de 2013 sido cobrados coersivamente cerca de 3,86 milhões de meticais.

Fonte competente da Direcção Nacional do Orçamento (DNO) do Ministério das Finanças revelou, quinta-feira, segundo o Correio da manhã, que da carteira de crédito malparado provisionada pelo Estado foram por este recuperados desde 2002 até Setembro de 2013 cerca de 870,95 milhões de meticais.

Refira-se, entretanto, que no âmbito do processo de reprivatização do ex-Banco Austral o Estado provisionou a 31/12/2001 a sua carteira no montante de1381,5 milhões de meticais, tendo sido deduzidos 117,6 milhões de meticais como resultado da auditoria efectuada visando a elaboração do balanço de encerramento daquela instituição financeira para a mesma data.

Com a supra referida dedução, a provisão da carteira de crédito pelo Estado reduziu para 1263,9 milhões de meticais, tendo ficado a cobrança da mesma a cargo do extinto Banco Austral.

Em Julho de 2002, o Estado e o antigo Banco Austral celebraram um Contrato de Cessão de Crédito no valor de 1263,9 milhões de meticais, tendo sido transferidos nessa altura para o Estado 70 processos mandados instaurar no valor total de 346,9 milhões de meticais.

Siba-Siba Macuácua

O Banco Austral entrou na rota de bancarrota por fraudes e créditos malparados na ordem dos 150 milhões de dólares norte-americanos quando estava sob gestão dos malaios do Southern Bank Berhad (SBB) e de alguns moçambicanos com ligações à nomenklatura.

Estes empréstimos precipitaram o extinto Banco Austral a uma situação de falência técnica devido à pesada carteira de crédito malparado, originada por uma gestão danosa da sua administração que concedeu créditos e financiamentos incompatíveis com as disponibilidades financeiras da instituição.

Foi na tentativa de pôr cobro a esta situação que o Banco de Moçambique (BM) nomeou o economista moçambicano António Siba-Siba Macuácua para dirigir o processo que levaria à reprivatização do banco. Em plena luz do dia a 11 de Agosto de 2001, Siba-Siba Macuacua foi brutalmente assassinado na sede do ex-Banco Austral, atirado do 11.o piso.

Até ao momento, os autores deste macabro assassinato ainda não foram levados a julgamento, apesar de terem sido presos alguns membros da antiga direcção do Banco Austral e mais tarde liberta- dos.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!