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Reclamação: garrafa de refrescos cujo produto contém sujidade

Boa tarde, Jornal @Verdade. Sou moradora do bairro da Polana Cimento, arredores da cidade de Maputo, e gostaria, através deste meio de comunicação, de manifestar a minha inquietação em relação ao depósito de venda de refrigerantes sito na Avenida Mártires da Machava. É que em quase todas as vezes que fui comprar refrescos naquele local apanhei uma garrafa cujo produto contém sujidade. Isto já me aconteceu por três vezes e numa delas fiquei preocupada com a saúde da minha filha, uma vez que teria consumido um refresco nesta situação.

Da primeira vez, na caixa de refrescos que comprei uma das garrafas continha resíduos de plásticos que se assemelhavam a algo deteriorado.

A minha filha sentiu um mal-estar instantâneo depois de tomar o mesmo refrigerante. Na altura achei normal e pensei que a sua indisposição era devido ao facto de estar consciente de que ingeriu um produto não salubre.

Num outro dia voltei ao mesmo depósito para comprar refrigerantes e a história relacionada com a falta de higiene nas garrafas repetiu-se. Contudo, dessa vez encontrei sementes de limão e fiquei preocupada porque não se justifica que uma empresa como Coca-Cola parece não estar a observar rigorosamente as condições higiénicas dos seus recipientes, o que faz com que aconteçam coisas desta natureza.

Da terceira vez, decidi trazer-vos (referia-se ao @Verdade) a garrafa de Coca-Cola ainda celada para que pudessem ver que no acto de lavagem e enchimento do produto em causa há falhas que deixam algumas interrogações em relação ao controlo dos recipientes.

Para além de sujidade, nitidamente visível na parte do gargalo da garrafa, esta não continha a quantidade normal de refresco, ou seja, estava quase pela metade.

Não compreendo como é que uma empresa com uma dimensão tão grande como é a Coca-Cola não consiga acautelar que situações destas não se repitam de modo a evitar que milhares de consumidores estejam expostos ao risco de contrair uma eventual doença por causa do desleixo ou das falhas dos trabalhadores que cuidam da lavagem e enchimento das garrafas.

A situação demonstra que a fiscalização efectuada nas empresas pelo Ministério do Trabalho é ineficiente. Por favor, peço a quem de direito para que reveja e preserve as condições de higiene na Coca-Cola. Não devem apenas preocupar-se com o lucro em detrimento do bem-estar dos seus clientes. Ajudem-nos.

Resposta

Sobre este assunto, o @Verdade ouviu um dos vendedores do depósito onde a senhora comprou os refrigerantes a que se refere, na Avenida Mártires da Machava. Sem revelar a sua identificação por temer represálias da empresa fornecedora do produto em alusão, o nosso interlocutor disse que tem sido constante encontrar uma parte considerável de refrescos com sujidade.

Segundo a fonte, os culpados são a Coca-Cola e os clientes. Estes por sujarem as garrafas depois de consumir o produto e a empresa por não lavar devidamente ou verificar os recipientes antes dos enchimentos na fábrica. A nossa fonte considerou que a reclamação da cidadã que nos escreveu é justa, mas quando um problema semelhante acontece no seu depósito não existe outra alternativa senão trocar o produto por um outro em boas condições. Mas este procedimento significa um prejuízo para o revendedor.

O nosso entrevistado apelou aos clientes da Coca-Cola para que ajudem na conservação de garrafas para que se evite que situações do género aconteçam. E recomenda ao Ministério do Trabalho para que seja implacável nas suas acções de fiscalização.

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