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Rebeldes sírios retêm os monitores da ONU “por protecção

Os combatentes rebeldes disseram, Terça-feira, que estão a reter sete monitores da Organização das Nações Unidas (ONU) para a própria segurança deles na cidade de Khan Sheikhoun, na região central da Síria, depois de o carro em que estavam ter sido danificado no que um dos monitores chamou de explosão.

A equipe, que integra uma missão de monitorização da ONU para supervisionar um acordo de cessar-fogo na Síria, visitava o reduto rebelde por volta do meio-dia, quando um funeral terminou com violência.

Os rebeldes afirmaram que as forças sírias dum posto de fiscalização nas proximidades dispararam contra o funeral, com granadas lançadas por foguetes ou a partir de veículos blindados, matando pelo menos 21 pessoas e danificando um dos quatro carros da ONU.

A televisão síria Addounya atribuiu a violência aos atiradores, que, segundo ela, teriam sequestrado os observadores.

O escritório da ONU em Damasco não quis comentar o incidente, mas um dos observadores em Khan Sheikhoun disse que nenhum integrante da equipe foi ferido e que eles estavam com os rebeldes do Exército de Libertação da Síria.

“Fomos observar e depois dum tempo ocorreram os disparos”, disse ele à Reuters por telefone, acrescentando que o tiroteio foi seguido pela explosão que danificou o carro.

A equipe estava a tentar organizar o retorno em segurança à base, disse ele, sem fornecer detalhes.

As imagens da Internet, que os activistas afirmam terem sido feitas em Khan Sheikhoun, Terça-feira, mostraram um carro branco do mesmo tipo usado pelos monitores da ONU com um estrago na parte da frente que pode ter sido causado por uma explosão ou uma colisão.

“Estamos seguros com o Exército de Libertação e aguardamos um grupo da ONU que virá nos buscar”, disse um segundo monitor.

Não estava claro de imediato por que eles continuavam em Khan Sheikhoun várias horas depois da violência, uma vez que a ONU tem equipes nas cidades próximas, como Hama e Idlib.

Sami al-Kurdi, porta-voz do conselho militar rebelde, disse que os rebeldes estão a trabalhar para organizar uma retirada segura dos observadores.

“Eles estão agora com o Exército de Libertação, que está a fazer a sua protecção. Se forem embora, o regime acabará com eles, porque foram testemunhas de um dos seus crimes e ele não quer que contem a verdade”, disse ele à Reuters.

Outro rebelde do Exército de Libertação da Síria afirmou que os observadores foram levados a um local mais seguro na cidade e estavam a ser alimentados.

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