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Reabre Centro de Saúde em Moma

O Centro de Saúde de Mucoroge, situado no distrito costeiro de Moma, na província de Nampula, que foi destruído parcialmente durante uma manifestação violenta sobre a cólera, protagonizada por um grupo de residentes em Abril do presente ano, voltou já a funcionar depois de terem sido criadas condições mínimas para a sua reabertura, por parte do sector de saúde.

O encerramento do Centro de Saúde de Mucoroge, na sequência da referida destruição, figurou sempre entre as preocupações do governo da província de Nampula, tendo por isso, na sequência do sucedido, criado uma comissão no sentido de, a curto prazo, criar condições permitissem a sua reabertura. Embora o centro de saúde não tenha sido reaberto oficialmente, o mesmo já está a funcionar, atendendo doentes locais. Pois, criamos mínimas condições para que a unidade sanitária fosse reaberta em benefício das populações residentes. E continuamos a enviar outros materiais e medicamentos em falta, disse à nossa Reportagem, Sauzinha Agostinho, médica chefe provincial de Nampula.

De lembrar que a manifestação violenta não só destruiu as instalações do referido centro, como também equipamento hospitalar, medicamentos e um painel solar, além de terem provocado a morte de uma pessoa e ferimento de outras e fuga de pessoal médico. Os manifestantes roubaram, também, um rádio de comunicações e dois “kits” de medicamentos aprovisionados para dois meses, tendo em conta que o centro não só atende pacientes daquela localidade, como também da vizinha província da Zambézia, concretamente do distrito de Pebane, que limita com a de Nampula.

A localidade de Mucoroge, uma das mais povoadas do distrito de Moma, pertence ao posto administrativo de Macone, onde o executivo reforçou a presença de elementos da polícia da República de Moçambique. Em conexão com a ocorrência da manifestação, um total de 16 pessoas consideradas cabecilhas dos revoltosos, foram detidas e aguardam o respectivo julgamento.

O governador da província de Nampula, Felismino Tocoli, disse que não pode haver contemplações para os culpados na responsabilização dos actos que cometeram e que a pena sirva de exemplo para desencorajar este tipo de práticas.

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