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Quem se segue depois de Ayoob Satar?

O assasinato de Ayoob Satar, na quarta-feira (02), em Karachi, capital paquistanesa, levanta uma série de questionamentos sobre o fim dramático que alguns cidadãos condenados no “Caso Carlos Cardoso”.

Ayoob Satar encontrou a morte em circunstância idênticas num país asiático. Ramaya e Ayoob cumpriam as suas liberdades condicionais em liberdade desde o primeiro trimestre de 2013. As liberdades daqueles dois cidadãos, agora finados, foram autorizadas pela 10ª Secção do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM).

Quem era Ayoob Satar?

Ayoob Satar, era conhecido como uma figura discreta e de poucas falas contrariamente ao seu irmão Nini Satar. Notabilizou-se como proprietário de casas de câmbio após a liberalização da economia de mercado. Em 2001, foi preso com o seu irmão caçula Nini Satar pelo envolvimento no assassinto do jornalista a que nos referimos.

No julgamento que precedeu ao móbil do mesmo, a mega fraude do defunto Banco Comercial de Moçambique (BCM), Ayoob Satar, por via do seu advogado também falecido, o Dr Domingos Arouca, tudo fez para provar a sua inocência sob a alegação de que não precisava matar o jornalista por não ter tido “participação na fraude”, tal como estavam pronunciados alguns dos seus familiares.

O entedimento do Juiz Augusto Paulino e a sua consciência foram na direcção de que Ayoob era um dos mandantes da encomenda da morte do jornalista Cardoso e por isso, o senteciou à pena de prisão maior. No julgamento, Ayoob foi despronunciado e absolvido da acusação do roubo ao BCM.

O então juiz da causa, Achirafo Aboobacar, chegou a dizer em sede de tribunal que não via razões para Ayoob estar ali, senão o interesse particular do advogado da acusação, o Dr Albano Silva.

Liberdade condicional

Após 12 anos de cadeia, Ayoob saiu da cadeia em Março do ano passado para gozo da sua liberdade condicional. Uma das suas primeiras acções públicas, manifestadas através da Comunicação Social, foi a sua disposição em pagar indemnizações às vítimas do “Caso Cardoso”.

“Já contactei o advogado do motorista Carlos Manjate para discutirmos sobre as indemnizações. Ainda na próxima semana pagarei. Quanto à família Carlos Cardoso, já havíamos falado com o tribunal sobre a modalidade de pagamento. Aguardamos pela resposta, mas esta semana os meus advogados irão falar com a Dra. Lucinda Cruz (advogada da família Cardoso)”, diria Ayoob nos primerios dias da sua liberdade condicional, tendo acrescentado que “as decisões do tribunal säo para serem respeitadas e cumpridas, por isso, vamos pagar todas as indemnizações fixadas pelo tribunal da 1ª instância”.

De novo nos medias

No inicio deste ano, após o assassinato de Ramaya seu parceiro de prisão, correram vários rumores dando conta de que Ayoob fugira do pais, facto que ele se apressou a desmentir, ao se deslocar de corpo e alma para a redacção dos jornais Canalmoz e Canal de Moçambique.

Nessa rara aparição, Ayoob disse que estivera fora do pais em peregrinação pela Meca com a anuência do juiz. “Eu não fugi do país”, disse. Ecplisou-se novamente depois dessa aparição, não se sabendo por andaria e que tipo de actividade estaria exercendo. Na última quarta-feira, o seu destino foi selado no momento em que ele foi regado de balas.

A pergunta mantém-se: Quem se segue depois de Ayoob Satar?

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