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Protestos pré-eleitorais afectam a produção de petróleo na Líbia

A produção de petróleo da Líbia diminuiu em cerca de 300 mil barris diários por causa dos protestos realizados por grupos que exigem maior autonomia para o leste da Líbia e que bloquearam as operações em alguns terminais, na véspera das eleições nacionais, disseram as autoridades esta Sexta-feira (6).

Os protestos, combinados com outros factores relacionados os armazenamento e ao mercado, derrubaram a produção líbia dos habituais 1,6 milhão de barris por dia para cerca de 1,3 milhão.

A produção vinha aumentando continuadamente desde o final da guerra civil que depôs o regime de Muammar Khadafi, ano passado.

“A gente está a falar duma escassez na produção diária de cerca de 300 mil barris, mais ou menos”, disse por telefone à Reuters o presidente da estatal petroleira local NOC, Nuri Berruien.

“A maior parte do corte é por causa da inquietação.” Berruien disse que os protestos políticos impedem a remessa de petróleo a partir de terminais no leste, como o de Al Sidra e na região de Ras Lanuf.

Ele disse que os problemas de armazenamento e factores de mercado também contribuem para isso.

O executivo disse que os protestos começaram a atrapalhar o sector petrolífero na noite da Quinta-feira (5), e que alguns funcionários da NOC foram informados que os transtornos irão durar 48 horas.

“Para a segurança dos equipamentos e das pessoas que lá trabalham, decidiu-se minimizar as exportações dos terminais de Sidra e Ras Lanuf, e neste caso precisas de reduzir a produção”, disse à Reuters o vice-ministro do petróleo, Omar Shakmak.

Segundo ele, a produção está em 1,35 milhão de barris por dia. Berruien não quis especular sobre quem são os manifestantes. Um autoproclamado conselho autónomo da província, que é rica em petróleo, conclamou a população local a boicotar as eleições parlamentares nacionais de Sábado, argumentando que ela não dará uma representação adequada ao leste líbio.

O movimento anti-eleitoral inclui também algumas tribos e ex-combatentes rebeldes reunidos em Wadi Ahmar, que fica a oeste da cidade de Benghazi, segundo os analistas.

O leste líbio, principal região petrolífera do país, foi financeiramente discriminado durante os 42 anos do regime de Khadafi.

Um movimento federalista tem ganhado força na região nos últimos meses. O Parlamento a ser eleito, Sábado, terá as tarefas de apontar um novo primeiro-ministro, participar na redacção da Constituição e aprovar as leis que serão cruciais para moldar as instituições líbias.

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