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Produtos orgânicos: Moçambique com condições bastantes para abastecer Europa

Moçambique possui condições bastantes para disponibilizar ao mercador europeu produtos orgânicos de alta qualidade, segundo o Instituto Para Promoção de Exportações (IPEX). Ao longo dos próximos três anos, a contar a partir de 1 de Janeiro de 2010, Moçambique vai exportar para o mercado da União Europeia a castanha de cajú, ananás, manga, feijão verde, piri-piri, amendoim e artesanato.

De acordo com José Jossias, Assessor do Conselho de Administração do IPEX, a selecção destes sete produtos é resultado de um trabalho de análise da demanda do lado do mercado europeu, bem como do lado dos produtores. Este trabalho decorreu no âmbito do projecto de promoção de exportações de produtos orgânicos e artesanato para a Europa.

Jossias revelou esta sexta-feira a AIM que a análise ao nível dos produtores tinha em vista identificar os constrangimentos verificados durante o processo de produção. “ I d e n t i f i c a m o s c o n s t r a n g i m e n t o s relacionados com qualidade, quantidade dos produtos, embalagem, certificação, entre outros. O que nós queremos neste projecto é vender o que o mercado quer e não o que nós temos ou produzimos e isto implica respeitar algumas exigências”, explicou.

Para produzir respeitando as exigências do mercado europeu foram seleccionados alguns agricultores e artesãos das províncias de Nampula, Cabo Delgado, Sofala, Inhambane, Manica, Gaza e Maputo. “Para o artesanato seleccionamos a província de Nampula e parte de Cabo Delgado, para a castanha de cajú e amendoim toda a província de Nampula, piri-piri é de Manica, Inhambane e Maputo, o feijão verde é proveniente da província de Maputo, a manga é de Manica, e ainda seleccionamos a associação Chungamoio de Sofala para produzir o ananás”, revelou.

Jossias sublinhou que o início da colocação dos produtos na Europa dependerá do tempo que se levar para satisfazer as exigências daquele mercado. “O projecto, que é financiado pela Holanda, tem a duração de três anos, mas os sete produtos serão colocados no mercado faseadamente a medida que os mesmos forem respondendo aos requisitos do mercado europeu”, disse.

Para responder aos requisitos do mercado da União Europeia, os camponeses moçambicanos contam com a assessoria técnica do Centro para a Promoção de Importações dos Países em Vias de Desenvolvimento (CBI), uma agência do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Holanda. Para o efeito, a Holanda disponibilizou 1.2 milhões de Euros, equivalente a 51.2 milhões de Meticais.

O projecto visa colocar no mercado produtos com um maior valor acrescentado e, assim, aumentar as receitas resultantes da venda dos produtos nacionais no exterior. Por outro lado, pretende diversificar as exportações moçambicanas. Neste momento, Moçambique exporta anualmente produtos avaliados em cerca de dois biliões de Meticais. Na região, destaca-se a África do Sul, o principal destino das exportações moçambicanas.

Outros países incluem o Malawi, Zimbabwe, Maurícias, Tanzânia, Zâmbia e Suazilândia. No entanto, a Holanda continua a ser o maior destino das exportações de Moçambique, constituídas essencialmente por alumínio produzido na fundição de alumínio MOZAL.

Excluindo o alumínio, Moçambique exporta gás natural, electricidade, banana, tabaco, pescado, algodão, castanha de cajú, bentonite, que são os produtos tradicionais. Contudo, a região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e países da Europa, América e Ásia também precisam de outros produtos que o país possui como o sal, amendoim, fruta, pescado, entre outros.

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