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Produção de algodão deve de ser revitalizada

Os participantes da reunião técnica anual de algodão, realizada recentemente, na vila de Namilao, no distrito de Meconta, na província de Nampula, recomendaram as principais empresas, fomentadoras da cultura, produtores dos sectores familiar e associativo, governo e outros intervenientes no processo, para adoptarem novas estratégias que visam, fundamentalmente, a revitalização da produção do algodão, que tem vindo a registar quedas sucessivas no país, devido a vários factores.

Tal revitalização, na óptica dos participantes do encontro, passa necessariamente pela activação ou melhoria do sistema de informação climatológica, das zonas potenciais produtoras, aumento das áreas de produção, sobretudo do sector familiar, melhoria do processo de tratamento fitossanitário, formação de técnicos extensionistas, particularmente para o sub-sector do algodão, entre outras condições indispensáveis.

Esta constatação foi feita depois de as grandes empresas que se envolvem no fomento de algodão no país, como são os casos da SANAN, CANAM, SANJFS, PLEXUS, OLAM e outras, terem apresentado seus relatórios referentes a produção e comercialização da campanha passada.

O declínio da produção do algodão foi o que se destacou em praticamente todos informes. Entretanto, o director do Instituto do Algodão de Moçambique, Norberto Mahalambe, que orientou o encontro, disse falando a jornalistas, em Namialo, que neste momento a grande preocupação da instituição que dirige, é o facto de a produção do algodão estar a registar quedas sucessivas, daí que haja uma necessidade de se trabalhar para inverter o cenário.

“Por exemplo a campanha 2008/2009, saldou a 65 mil toneladas de algodão caroço comprado das mãos dos produtores. Esta cifra representa uma queda, visto que na campanha anterior conseguimos 70 mil toneladas. Para a campanha deste ano a nossa perspectiva era de manter. Embora as chuvas complicaram o processo de produção logo no início”, disse.

A fonte referiu que a queda registada na campanha passada deveu-se ao impacto da variação do preço a nível internacional que se reflecte na fixação do preço de compra ao produtor no país, o surgimento de outras culturas de rendimento como gergelim, e a situação social ou conjuntural que afecta tanto aos produtores como as próprias empresas. Norberto Mahalambe acrescentou que a maior cifra registada na produção de algodão no período pós independência nacional, situou-se em 122 mil toneladas, número que ilustra quão é grande o actual declínio na produção desta cultura em Moçambique.

A reunião técnica anual do algodão, que durou três dias, discutiu entre outros assuntos, a harmonização de fluxos de informação dos dados colhidos ou observados pelo Instituto Nacional de Meteorologia, guarnição dos postos agroclimatológicos instalados nas zonas de produção de algodão, ponto de situação da campanha 2009/2010 e o grau de implementação dos programas de inovação técnica e tecnológica.

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