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Problemas respiratórios de Chávez pioram com nova infecção grave

Os problemas respiratórios do presidente venezuelano, Hugo Chávez, pioraram e ele está a sofrer de uma nova infecção respiratória “severa”, conforme luta para se recuperar de uma cirurgia contra o cancro, informou o governo numa actualização da condição médica do mandatário, na noite da Segunda-feira.

O líder socialista, de 58 anos, passou quase três meses sem ser visto nem ouvido em público desde que se submeteu à operação em Cuba no início de Dezembro. Foi a quarta cirurgia desde que a doença foi diagnosticada, em meados de 2011.

“Hoje há uma piora da sua função respiratória relacionada com o seu estado de imunodepressão próprio da sua situação clínica…. existe agora uma nova, severa infecção”, disse o ministro da Informação, Ernesto Villegas, lendo o mais recente comunicado oficial sobre a condição do presidente.

Chávez fez um surpreendente retorno à Venezuela durante a madrugada há duas semanas, sem a festa e celebração que marcaram os seus retornos anteriores do tratamento em Havana. O governo disse que ele agora está a lutar pela vida num hospital militar de Caracas.

Guardas armados montaram um forte esquema de segurança do lado de fora. “O presidente tem recebido quimioterapia de forte impacto, entre outros tratamentos complementares… o seu estado geral continua a ser muito delicado”, afirmou Villegas.

Chávez sofreu várias complicações após a cirurgia do dia 11 de Dezembro, incluindo um sangramento inesperado e uma outra infecção respiratória grave, que as autoridades disseram ter sido controlada. O governo disse que ele tinha dificuldade para falar porque estava a respirar através de um tubo traqueal, mas que estava a dar ordens a ministros por escrito.

“O comandante-presidente permanece apegado a Cristo e à vida, consciente das dificuldades que está a enfrentar, e a cumprir rigorosamente o programa criado pela sua equipe médica”, disse Villegas.

Após uma missa emocionada no hospital militar, Sexta-feira, o vice-presidente Nicolás Maduro – sucessor indicado por Chávez caso ele seja incapaz de continuar como presidente – disse que o presidente decidiu por si mesmo vários dias antes que iria voltar de Cuba para a Venezuela.

Chávez começaria uma fase “mais forte e intensa” do seu tratamento, afirmou Maduro, e queria estar em Caracas. Caso o líder venezuelano renuncie ou venha a falecer, umas eleições seriam realizadas dentro de 30 dias e, provavelmente, colocariam Maduro contra o líder da oposição Henrique Capriles, que perdeu para Chávez nas eleições presidenciais em Outubro.

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