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França diz que 15 militantes morreram de noite em combates no Mali

Cerca de 15 militantes islâmicos foram mortos por tropas francesas e do Chade em combates durante a noite no vale de Ametetai, no norte do Mali, disse o ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, esta Terça-feira (6). Ele disse que cerca de 1.600 soldados franceses e do Chade que operam na área continuam em busca de rebeldes islâmicos.

A França ainda não está em condições, no entanto, de confirmar relatos de que a operação militar matou dois importantes comandantes da Al Qaeda, Abdelhamid Abou Zeid e Mokhtar Belmokhtar, disse Le Drian à TV BFM.

Diante de uma fotografia publicada pela mídia francesa de um cadáver parcialmente encoberto que seria Belmokhtar, Le Drian disse que seria uma boa notícia se fosse o líder militante, mas que ele não estava convencido pela imagem.

“As nossas forças enfrentaram grupos terroristas na noite de ontem, ainda na mesma área, a região do vale do Ametetai, onde há uma forte concentração deles. Cerca de 15 militantes foram mortos”, disse Le Drian. “Não acabou ainda, após o vale do Ametetai existem outros vales. Devido à ferocidade dos combates na quinzena passada, podemos ver que há um esconderijo lá.”

Três soldados franceses e dezenas de militantes islâmicos foram mortos numa campanha de sete semanas que tem perseguido membros da Al Qaeda que tomaram o norte do Mali em Abril passado, abrigando-se em montanhas e no deserto, onde estão a ser caçados por centenas de tropas francesas, do Chade e do Mali.

A Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) prometeu vingar o ataque francês, que Paris diz que foi iniciado devido a temores de que a sua ex-colónia pudesse se tornar uma plataforma de lançamento para ataques islâmicos maiores.

Questionado sobre os riscos a uma família francesa feita refém em Camarões, mês passado, por militantes islâmicos e levada para a Nigéria, Le Drian disse que a França tinha informações sobre o paradeiro dos três adultos e quatro crianças, e tudo indicava que eles ainda estavam vivos.

“Acho que se os reféns tivessem sido mortos, os sequestradores teriam deixado isso ser informado”, disse ele. “Estamos a usar todos os meios que podemos para libertá-los.”

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