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Principais pontos de acordo da cúpula do G8

Os líderes do G8 encerraram esta sexta-feira a cúpula da cidade de L’Aquila, na Itália, após três dias de deliberações sobre temas que vão da crise econômica mundial às mudanças climáticas, passando pelo polêmico programa nuclear iraniano.

A seguir, um resumo dos principais acordos fechados ao longo desta semana:

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: O G8 estabeleceu para seus membros a meta de reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa em pelo menos 50% até 2050, indicando que os países desenvolvidos arcariam com a maior parte disto. Além disso, a cúpula decidiu limitar o aquecimento global em 2 graus Celcius, em uma resolução conjunta com países emergentes como China e Índia.

No entanto, os líderes não conseguiram explicar de que modo alcançariam estes objetivos, e tampouco indicaram formas de ajudar os países em desenvolvimento a combater as mudanças climáticas. Apesar das declarações do presidente americano, Barack Obama, afirmando que a cúpula havia alcançado um consenso histórico, o secretário-geral das Nações Unidas Ban Ki-moon lamentou que o G8 tenha perdido uma “oportunidade única” de progredir antes da conferência global do clima que acontecerá em dezembro em Copenhage.

CRISE FINANCEIRA: Os líderes do G8 identificaram alguns “sinais de estabilização”, incluindo a recuperação dos mercados financeiros, mas alertaram para “riscos significativos que ainda ameaçam a estabilidade econômica e financeira”. Houve pouco consenso, no entanto, sobre os próximos passos necessários; “estratégias de saída vão variar dependendo das condições econômicas e das finanças públicas”, indicou o G8 em sua declaração final depois da cúpula.

A Rússia, por sua vez, estimou que os países estão divididos sobre se já chegou a hora de planejar estratégias de saída e tirar o foco das medidas de estímulo.

COMÉRCIO: Os líderes do G8 e das seis maiores economias emergentes fizeram um apelo contra o protecionismo, para amortecer o impacto da desaceleração global. “Confirmamos nosso compromisso de manter e promover o livre mercado e combater toda forma de protecionismo no comércio e no investimento”, apontaram na declaração conjunta.

O “G14” também disse estar “comprometido em buscar uma conclusão ambiciosa e equilibrada para a Rodada de desenvolvimento de Doha em 2010”, referindo-se às emperradas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) que começaram no Qatar em 2001.

SEGURANÇA ALIMENTAR: O G8 lançou um programa de 20 bilhões de dólares de estímulo à produção de alimentos, mudando o foco da ajuda humanitária para a auto-ajuda de povos necessitados. Os Estados Unidos anunciaram uma contribuição de 3,5 bilhões de dólares para a iniciativa, que será desenvolvida ao longo dos próximos três anos. Outros países doadores foram Canadá, França e Japão.

“Acreditamos que o objetivo da ajuda deva ser criar condições nas quais não seja mais necessário ajudar as pessoas, que se tornarão auto-suficientes, proverão suas famílias e aumentarão seus padrões de qualidade de vida”, disse Obama.

IRÃO: Em sua declaração conjunta, o G8 expressou “uma séria preocupação” em relação à violência pós-eleitoral no Irã, mas afirmou estar determinado em encontrar uma resolução pacífica para a polêmica questão do programa nuclear de Teerã. Com a Rússia argumentando que a violenta repressão contra as manifestações da oposição são um assunto interno iraniano, os Estados Unidos tiveram pouco espaço para defender sanções mais fortes contra o país.

A cúpula desta semana estabeleceu que a próxima reunião do G8, em setembro, à margem da Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York, seria uma “ocasião para acompanhar” a iniciativa de congelar as ambições nucleares iranianas, ao mesmo tempo em que urgiu o governo em Teerã a cooperar com a ONU e seu sistema de monitoramento atômico.

COREIA DO NORTE: O G8 condenou fortemente o teste nuclear da Coreia do Norte do dia 25 de maio, classificando-o como “uma flagrante violação” das resoluções da ONU. “Condenamos o teste nuclear nos mais fortes termos. Eles constituem uma flagrante violação das resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU”, afirmaram.

O programa nuclear da Coreia do Norte também foi o tema principal de reuniões bilaterais à margem da cúpula entre Obama e o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, sobre a necessidade de manter a pressão diplomática sobre Pyongyang.

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