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Presidente nigeriano confirma massacre de reféns estrangeiros raptados no norte do país

O Presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, declarou, Segunda-feira (18), que o seu governo está a trabalhar resolutamente para recuperar os restos mortais dos reféns estrangeiros raptados a 16 de Fevereiro último no norte do país.

Falando numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo libanês, Michel Sleiman, que se encontra na Nigéria desde Segunda-feira no quadro de uma visita oficial de dois dias, Jonathan disse que as vítimas teriam sido abatidos por Ansuru, ala dissidente de Boko Haram, grupo islamita terrorista que impera no norte da Nigéria.

Afirmou igualmente que os reféns poderiam estar em vida mas que, devido ao terreno rochoso onde estavam sequestrados, alguns deles faleceram provavelmente na sequência de problemas de saúde ou foram directamente abatidos pelos terroristas.

Esta declaração do Presidente Jonathan contradiz nitidamente a posição oficial do Governo anunciada, semana passada, quando o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Olugbenga Ashiru, afirmava que a Nigéria não podia confirmar a morte dos reféns.

De acordo com o estadista nigeriano, a análise das informações divulgadas através de redes sociais não permite avançar nenhuma posição concludente sobre o estado dos mesmos.

Ele revelou depois que o que atrasou a operação de salvamento das vítimas é a decisão tardia dos Serviços de Segurança de tomar uma medida prudente a fim de não oferecer aos terroristas a oportunidade de adivinhar o que estava a ser preparado contra eles, o que, a seu ver, os levaria a eliminá-los como foi o caso no passado.

O Presidente Jonathan deu igualmente a garantia de que o seu Governo está a trabalhar estreitamente com países amigos, dos quais o Reino Unido, para libertar eventuais reféns em vida.

De facto, os reféns em causa são trabalhadores estrangeiros raptados a 16 de Fevereiro de 2013 numa reserva fundiária pertencente a uma empresa libanesa, Setrac, no Estado de Bauchi, no norte do país. O norte da Nigéria, onde impera Boko Haram, é povoado maioritariamente por muçulmanos.

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