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Presidente do Malawi diz não lamentar transferência de cimeira da UA para Addis Abeba

A Presidente do Malawi, Joyce Banda, disse, Quinta-feira, não se arrepender da decisão da União Africana (UA) de transferir a cimeira inicialmente prevista para Julho próximo em Lilongwe, capital malawiana, para Addis Abeba, a capital da Etiópia.

Durante uma conferência de imprensa em Blantyre, aquando do seu regresso da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos, Joyce Banda disse que, embora respeite esta decisão da UA na sequência dos desacordos sobre a presença do Presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir, no referido encontro, não se arrepende de modo nenhum da sua posição sobre esta questão, Efetivamente, o Malawi decidiu, Sexta-feira última, anular a cimeira prevista para 9 a 15 de julho próximno em Lilongwe por causa da insistência da UA em sublinhar que este país não tem o direito de decidir sobre quem deve ou não participar na cimeira.

O estadista malawiano já tinha escrito para a Comissão da UA, pedindo-lhe para não convidar o Presidente Omar Hassan al-Bashir, sujeito a um mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por atrocidades cometidas na região sudanesa de Darfur (oeste).

“Faço questão de dizer que eu, Joyce Banda, Presidente do Malawi, respeito a decisão da União Africana de transferir a cimeira do Malawi para Addis Abeba.

É o Malawi que é prioritário. Respeito o Presidente El-Bashir enquanto chefe do Estado do Sudão. Mas sou eu a Presidente do Malawi e a minha principal preocupação, neste momento, é a recuperação económica do Malawi”, acrescentou.

Banda já havia antes qualificado o Presidente El Bashir de “risco económico” para o Malawi e, aliás, durante uma recente visita do ministro britânico do Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, ao Malawi, ela disse que o seu país ia deter o Presidente sudanês se ele se atrevesse a pôr os pés no seu território.

A Presidente malawiana aludia aos principais doadores de fundos ocidentais, nomeadamente a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, que indicaram terminantemente que veriam bem qualquer país que acolhesse o Presidente El-Bashir sem o capturar e o entregar ao TPI.

O Congresso norte-americano adoptou recentemente uma resolução que ordena aos Estados Unidos para suspender qualquer ajuda a todos estes países que não acatarem esta medida.

África, onde mais da metade dos países, ou seja mais de 30 Estados, ratificaram o Tratado de Roma que instituiu o TPI, está dividida sobre como lidar com esta jurisdição de Haia (Países Baixos).

Numerosos países africanos consideram que o TPI alveja injustamente dirigentes africanos, mas o Botswana, a Zâmbia e o Malawi disseram abertamente que vão respeitar os seus compromissos com o TPI e que vão deter El-Béchir se viajar para os seus países, enquanto a África do Sul disse que não vai garantir a sua segurança se entrar no seu território.

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