Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Presidente da Coreia do Sul investigada por suposto caso de corrupção

Procuradores da Coreia do Sul anunciaram nesta quarta-feira que começaram a investigação de um escândalo de corrupção e vazamento de documentos que pode atingir a presidente Park Geun-hye, que na terça-feira fez um pedido público de desculpas.

Vários meios de comunicação sul-coreanos descobriram nas últimas semanas um suposto caso de tráfico de influência envolvendo Park e Choi Soon-sil, íntima amiga da presidente e ex-mulher do seu antigo assessor, e que teria utilizado esta conexão para captar fundos e até mesmo influenciar nas decisões do Governo.

Procuradores do distrito central de Seul fez operações na residência de Choi e em nove organizações sem fins lucrativos vinculadas a ela. Entre elas estão as fundações Mir e K-Sports, sob a suspeita de terem arrecadado 80 mil milhões de wons (cerca de 70 milhões de dólares) com a ajuda da Federação Industrial Coreana (FKI, sigla em inglês).

Choi, que não exerce nenhum cargo público e está desaparecida, teria beneficiado da sua influência para obter dinheiro para fins pessoais, inicialmente destinado para promover a cultura e o desporto da Coreia do Sul em todo o mundo.

Também tiveram acesso a documentos enviados pessoalmente por Park e reviram dezenas de discursos presidenciais, segundo a televisão sul-coreana “JTBC”, enquanto a procuradoria relatou a apreensão de discos rígidos e arquivos que poderiam fornecer provas das supostas fugas de informação.

A presidente evitou pronunciar-se sobre o caso até que ontem, através de um pronunciamento que foi transmitido pela televisão, pediu desculpas aos sul-coreanos e reconheceu que Choi a tinha ajudado em “momentos difíceis”, mas não deu explicações detalhadas.

“Independentemente das razões envolvidas, sinto que o caso tem causado uma preocupação nacional”, disse Park, antes de pedir “sinceras desculpas” e se curvar diante das câmaras.

“Durante a minha última campanha presidencial, ela (Choi) ofereceu-se comentários pessoais sobre as minhas actividades, especialmente sobre discursos e actividades de relações públicas”, afirmou a presidente.

O escândalo fez com que o apoio da população caísse para os níveis mais baixos desde que Park chegou ao poder, em 2013, e acontece no momento em que o Governo pretende impulsionar uma reforma constitucional para prolongar o período máximo que um presidente pode estar no cargo, actualmente de cinco anos.

Choi Soon-sil é filha do pastor cristão Choi Tae-min, um dos mentores políticos de Park Geun-hye, falecido em 1994, e ex-esposa de Chung Yun-hoi, que trabalhou como assessor da presidente, quando ela era deputada, até 2013.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!