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Presidente chinês visita o Congo

O Presidente chinês, Xi Jinping, chegou nesta sexta-feira a Brazzavville para uma visita de Estado de 48 horas, durante a qual ele vai encontrar-se com o seu homólogo congolês, Denis Sassou Nguesso, que o acolheu à sua chegada com milhares dos seus compatriotas.

Trata-se da primeira visita de um Presidente chinês ao Congo desde o estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países em 1964. O Congo é a terceira e última etapa duma digressão africana que já conduziu Xi Jinping à Tanzânia e à África do Sul, no quadro da política de abertura da China ao continente.

O programa oficial prevê sexta-feira uma reunião entre os dois Presidentes, a assinatura de acordos de cooperação e uma intervenção do chefe do Estado chinês diante do Parlamento congolês reunido em congresso. Sábado, Xi Jinping vai proceder, na presença de Sassou Nguesso, à inauguração do hospital de base de Mfilou, no sudoeste de Brazzaville, e da Grande Biblioteca e da Mediateca Chinesa da Universidade Marien Ngouabi da capital congolesa.

“A visita do Presidente chinês vem dar um forte impulso à cooperação bilateral dos nossos Estados. Ela visa igualmente promover a cooperação entre a China e os países africanos porque nos próximos anos a China encara aumentar as suas ajudas e o seu apoio aos países africanos”, declarou o embaixador chinês no Congo, Guan Jian.

Por seu lado, o porta-voz do Governo congolês, Bienvenu Okiémy, afirmou que “a visita de Xi Jinping ao Congo é reveladora do laço denso entre os nossos povos e do aprofundamento das nossas relações comerciais, económicas ou culturais”. “Ela é igualmente o sinal evidente do lugar invejável que ocupamos no sistema internacional”, afirmou o porta-voz do Governo congolês.

Nas vésperas da celebração, em 2014, do cinquentenário das relações sino-congolesas, a China é apresentada como um “parceiro incontornável e privilegiado” para o Congo que aproveita amplamente esta cooperação através das infraestruturas contruídas no seu território.

Desde 2006, os dois Estados estão ligados por um acordo de parceria estratégica, que prevê um financiamento de um bilião de dólares americanos, concluído por ocasião duma visita a Brazzaville do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Este acordo permitiu ligar por estrada (mais de 500 quilometros) a capital, Brazzaville, e Ponta Negra, principal centro económico no sul do Congo.

O primeiro eixo desta via, que custou 512 milhões de euros, está operacional desde finais de 2011, enquanto a segunda e última parte está em construção num custo de um bilião e 150 milhões de euros. Inaugurada em 2011, a barragem hidro-elétrica de Imboudou, a maior do país com capacidade para 120 megawatts, foi financiada com 340 milhões de dólares americanos, dos quais 85 porcento pela China.

Em 2012, o Congo e a China assinaram sete acordos financeiros dum montante total de mais de 975 milhões de euros, cujos fundos servirão sobretudo para a reconstrução da zona de Brazzaville destruída pelas explosões de 4 de março de 2012.

Durante o período de 1995-2005, os investimentos da China no Congo estimaram-se em 114 milhões e 600 mil dólares americanos. As exportações do Congo para a China passaram durante o periodo de 2000-2005 de 178 para 483 milhões de dólares americanos, ou seja um aumento de 171, 3 porcento.

As principais exportações do Congo com destino à China são constituídas de petróleo (86,36 porcento) e de madeira (13,50 porcento).

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