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Premio ‘African Gender Award’ entregue a Guebuza

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, foi, na madrugada de domingo, laureado com o Prémio Africano de Promoção do Género (African Gender Award), edição 2009, promovido pela Organização Não Governamental “Femmes Africa Solidarité”.

O galardão é fruto do reconhecimento dos esforços que tem empreendido na abertura de oportunidades para a mulher moçambicana. O prémio é uma estatueta de madeira, assente sobre uma base metálica, que simboliza o corpo da mulher e tem um funil na parte superior onde fica o cabelo, simbolizando o brado do género por uma sociedade mais equitativa.

A entrega do prémio aconteceu no jantar de gala oferecido pelo Presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, que começou quando eram 10 minutos para a uma hora da madrugada (00:50) hora de Maputo, e não as 21 horas locais (23 horas de Maputo) como tinha sido previamente estabelecido. Discursando na ocasião, Guebuza afirmou que a atribuição do prémio não só aumenta mais responsabilidades ao Governo, mas também gera novas expectativas no processo de consolidação e emancipação da mulher moçambicana que tem um papel a desempenhar na agenda da nação.

A mulher moçambicana, em particular, e a mulher africana, em geral, têm, segundo Guebuza, a dádiva natural de exercer uma multiplicidade de papeis de relevo em prol do bem-estar da sociedade. Para o efeito, Guebuza apontou, a título de exemplo, que a mulher é geradora da vida e suporta, durante nove meses, uma criança a quem vai dar os primeiros cuidados e carinhos, logo que nascer.

A mulher, segundo o estadista moçambicano, tem capacidade de usar a sua habilidade ‘diplomática’ para prevenir e gerir conflitos e, por conseguinte, trazer a harmonia no lar, na vizinhança, assim como na sociedade em geral. O empreendedorismo e a excelente capacidade de gestão permitem a mulher exercer a administração doméstica com o devido zelo, antever como trazer a próxima refeição para a família e assegurar que a casa esteja devidamente arrumada e as crianças cuidadas, enquanto inocula, em tenra idade, as normas, hábitos e rotinas de valor preponderante na idade adulta.

Guebuza arrancou rasgados sorrisos e polvorosas salvas de palmas de mulheres proeminentes presentes no jantar de gala, quando afirmou categoricamente que a mulher desempenha um papel preponderante na edificação do futuro de uma nação. Na lista das realizações feitas pela mulher moçambicana, Guebuza apontou que ela integra hoje órgãos superiores de tomada de decisão, sublinhado que a presidente da Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, preside um órgão legislativo com 39 por cento de mulheres. Três outras mulheres presidem igual número das oito comissões especializadas da AR.

No executivo, segundo o Presidente, os ministérios liderados por mulheres totalizam 28 por cento e nos cargos de governadoras províncias elas perfazem 27 por cento. Guebuza disse, por outro lado, estar em curso no país um processo visando colocar os instrumentos legais moçambicanos em conformidade com os tratados internacionais de que o país é signatário. A adopção da Lei da Família e da Lei contra a Violência sobre a Mulher é parte dos esforços permanentes visando eliminar todas as formas de discriminação e fortificar a emancipação da mulher moçambicana. Juntamente com o Chefe de Estado, duas mulheres receberam os galardoes atribuídos a sociedade civil moçambicana e ao sector privado.

Trata-se de Natividade Bule, em representação do ECOSIDA, e Graça Samo, do Fórum Mulher, que receberam medalhas com o tamanho de um prato, decorados com a estátua atribuída a Guebuza. Guebuza é, desta feita, o quarto líder africano a receber o galardão, depois de Abdoulaye Wade do país anfitrião, distinguido em 2005, juntamente com Thabo Mbeki da África do Sul. Em 2007, o prémio coube ao Presidente Paul Kagame, do Ruanda. Gertrude Mongella, ex-Presidente do Parlamento Pan-Africano, e Presidente da Comissão de Selecção, enalteceu o esforço de Guebuza que, segundo ela, trabalha incansavelmente na busca da equidade de género e reiterou o seu apelo aos líderes africanos presentes para criarem mais oportunidades para a mulher.

O jantar de gala foi abrilhantado com os exóticos mas atractivos bailados da África Ocidental acompanhados de batucados típicos desta região. Houve espaço para a raríssima actuação de astros do panorama artístico africano, o conceituado músico camaronês Mano Dibangu, o famoso Papa Wemba da RDCongo, Idrissa Diop, do Senegal, entre outros.

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