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Porto da Beira inicia manuseamento de gás de Pande e Temane

O Porto da Beira, na Província de Sofala, Centro de Moçambique, está, desde finais do ano passado, a ser utilizado como uma das principais vias para a exportação transoceânica do gás natural explorado pela Sasol nos campos de Pande e Temane, na Província de Inhambane, Sul do País.

De acordo com o Chefe do Terminal de Petróleo do Porto da Beira, Jeremias do Rêgo, no ano passado foram realizadas duas operações com início no mês de Agosto, compreendendo um total de 28 mil toneladas.

O voulme de condensados manuseados pelo Terminal de Petróleo do Porto da Beira nessa altura, segundo a fonte, representa dois por cento do total de 1.2 milhão de toneladas métricas movimentadas em todo ano de 2010.

As operações de manuseamento do gás de Pande e Temane no Terminal de Petróleo do Porto da Beira envolvem a Petrobeira, uma empresa recentemente criada nesta cidade da Beira.

Refira-se, entretanto, que a Sasol começou a exportar gás de Pande e Temane para África do Sul em Fevereiro de 2004, com recurso a camiões cisternas, os mesmos meios que estão a ser usados para o transporte do produto até o Porto da Beira. Mais tarde foi criada uma segunda via que consistiu na disponibilização de um gaseduto.

Utentes reafirmam tratar-se de um dos melhores terminais de petróleo em África

O Porto da Beira foi oficialmente inaugurado em Agosto de 1994, numa cerimónia que envolveu os chefes de Estado de Moçambique (na altura era Joaquim Chissano) e do Zimbabué, o ainda Roberto Mugabe.

A sua construção durou três anos, tendo consumido na altura 35 milhões de dólares. Construído praticamente em pleno Púnguè, o Terminal está localizado a um quilómetro do último cáis da Cornelder e em relação as gasolineiras a área de separação é de cerca de dois quilómetros.

Volvidos 16 anos desde da sua inauguração, o Terminal de Petróleo do Porto da Beira que já na altura fora declarado um dos mais modernos de toda África, opera na perfomance inicial.

Quem visita o terminal pela primeira vez, sem exagero, pode ficar com a imprensão de o mesmo ter sido inaugurado no dia anterior. Todos os equipamentos e sistemas instalados funcionam em pleno e na perfomance inicial.

Quando visitamos há dias o terminal não vimos sequer manchas ou sinais de fuga de combustíveis e lubrificantes no chão, parabenizando os técnicos afectos pela atenção que prestam quanto a higiene e manutenção dos equipamentos.

Os braços instalados e os pipilines que vão dar a zona das gasolineiras numa extensão de dois quilómetros todos se apresentam impecáveis, ou seja, bem mantidos.

O mesmo se verifica em relação aos equipamentos de combate a incêndios e a parte das maquinarias que incluem electrobomba e grupo de geradores sofisticados.

Perguntamos ao chefe do Terminal sobre as observações que recebem dos utentes e de outros interessados, tendo afirmado na generalidade “todos” transmitem boa impressão.

“Tem nos dito que este terminal é sem dúvidas um dos melhores que já escalaram em toda África, sobretudo do ponto de vista de disponibilidade de equipamentos, sua manutenção e a própria assistência que é dada aos navios. Isso gratifica-nos e encoraja-nos a prosseguir o nível de cuidados que temos estado a prestar para manter essa infra-estrutura impecável” – afirmou Jeremias do Rêgo.

Prática revela que navios permanecem no terminal no máximo dois dias

Quanto o tempo que geralmente os navios permanecem no terminal, Jeremias do Rêgo disse-nos que a prática mostra que no máximo tem sido dois dias.

Fora disso, referiu a demora normalmente tem sido provocada pela avaria das máquinas dos próprios navios ou então nos casos em que tem de esperar pelas marés – como se sabe o Porto da Beira o seu acesso tem dependido do comportamento das marés. Disse que em nenhum momento os navios tiveram que ser obrigados a esperar devido a avaria dos equipamentos do terminal.

Questionado se o tempo de dois dias não era muito, a fonte indicou que esse período inclui desde o início do processo de desalfandegamento do navio, que envolve as autoridades de Migração, Alfandegas e da Saúde.

Depois desse processo através do qual se declara acesso livre ao navio segue-se a fase da inspecção da carga para determinar a conformidade da qualidade do produto e só essa etapa leva entre quatro a seis horas. Há casos de navios que chegam a ter dez tanques e cada tanque representa uma amostra.

Jeremias do Rêgo indicou que cada um dos três braços instalados no Terminal tem a capacidade de manusear 1.2 milhão de litros por hora.

Na altura em que visitamos o terminal estava a descarregar um navio que trazia 27 milhões de litros de gasóleo, o que significa o mesmo seria despachado em 22.5 horas.

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