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População exige da polícia maior dignidade

Num “frente a frente” com o comandante geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jorge Kalau, os moradores do Posto Administrativo Urbano de Napipine, em representação de toda a população da cidade e província de Nampula, pediram aos homens da lei e ordem “o máximo de dignidade”, evitando, deste modo, comportamentos que contribuem para a acentuada degradação da sua imagem no seio das comunidades.

 

 

Alguns intervenientes no encontro chegaram mesmo de denunciar certos actos pouco abonatórios, supostamente praticados por alguns agentes da polícia ante o olhar impávido de quém de direito.

De entre as quais se destacam, de acordo com os denunciantes, o consumo de bebidas alcoolicas em período laboral e práticas criminosas em alegado conluio com indivíduos marginais.

Para Albino Mariano, esta situação, para além de retirar a autoridade moral do agente da polícia perante a sociedade, põe em risco a sua própria vida em face desses relacionamentos com pessoas de conduta duvidosa.

Esta reflexão viria a ser secundada pelos moradores Albano Mariamo e Ernesto Aluxur, que relataram sistemáticos casos de criminalidade ocorridos ao longo da linha férrea.

Outra inquietação tem a ver com as alegadas solturas de malfeitores a troco de “taco”, quando estes são interceptados em flagrante delito ou são denunciados à corporação.

Em resposta, Kalau disse que a polícia vai, doravante, “renovar o juramento” na luta pela manutenção da ordem e tranquilidade públicas, atraves da intensificação de acções de patrulhamento em todos os locais considerados focos de criminosos.

O comandante-geral da PRM trabalhou no distrito de Mogovolas e nas cidades de Nacala-Porto e Nampula, onde voltou a pedir maior colaboração da população no combate aos criminosos, através da denúncia, tendo, para o efeito, assegurado absoluto sigilo da polícia em relação às suas fontes de informação.

Entretanto, Jorge Kalau negou a ocorência de solturas arbitrárias de criminosos nas cadeias do Ministerio do Interior ou da Justiça, mas recordou que “em Moçambique não há penas perpétuas”. As pessoas devem ser soltas para depois serem regeneradas.

O que queremos é que não voltem a cometer mais crimes. Disse, perante uma audiência que o escutava atentamente. Importa, contudo, referir que a reunião de Napipine, promovida no âmbito da ligação Policia-Comunidade foi caracterizada pela ausência de grande parte dos responsáveis das Unidades Comunais e membros do Policiamento Comunitário, que, na altura, se encontravam a participar numa outra convocada pelo partido Frelimo e orientada pelo respectivo primeiro secretário do Comité de Zona.

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