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População acusa Chefe do Posto Administrativo de Inteta de extorsão aos beneficiários dos Sete milhões

Alguns beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD) acusaram o chefe do Posto Administrativo de Intenta-Nachere, distrito de Nacarôa, de extorquir beneficiários do FDD, vulgo ‘Sete milhões de meticais’.

Trata-se de Tiago Faque, denunciado publicamente, Segunda-feira última (9), no comício popular orientado naquele ponto do país pelo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, no quadro da presidência aberta e inclusiva de seis dias a província nortenha de Nampula, exercício cujo término está previsto para a próxima Quinta-feira.

Maurício Tobias, um dos denunciantes, explicou que indivíduos cumprindo ordens do Chefe do Posto de Intenta-Nachere apoderaram-se de um pouco mais de 38 mil meticais, de um total de 50 mil que lhe teriam sido atribuídos no âmbito do FDD.

Segundo Tobias, o Chefe do Posto ordenou que fossem devolvidos ao mutuário apenas 30 mil meticais, no lugar dos 38 mil.

Maurício Tobias indicou que, como se não bastasse, lhe valeram alguns dias de prisão, mas sem justa causa.

O denunciante, que exige a devolução do dinheiro em falta, manifestou o seu desgaste com o sucedido já que ele terá que arcar com o reembolso de todo o valor que lhe foi atribuído, acrescido de respectivos juros.

Alguns outros residentes de Inteta afirmaram, igualmente, que é praticamente difícil alguém receber dinheiro deste fundo sem aceitar retirar parte do valor atribuído em beneficio do Chefe do Posto que alegadamente age em conluio com alguns membros do Conselho Consultivo local, órgão encarregue de gerir o fundo.

O relatório do Posto Administrativo de Inteta refere que foram financiados, de 2011 até aos primeiros cinco meses do presente ano, projectos no valor de 1,9 milhão de meticais.

Certamente que boa parte deste valor ficou em mãos alheias. Estranhamente, o relatório não se refere a nenhuma taxa de reembolso, indicando apenas, na componente constrangimentos, que “há um baixo nível de reembolsos”.

No comício orientado por Guebuza, a população queixou-se ainda de excessiva negligência e burocracia em algumas instituições do Estado aquele nível.

Abel Silema, docente desde 1997, disse ter submetido, por três vezes, documentos para a sua nomeação definitiva no Estado, mas que até hoje a sua situação contratual ainda é precária.

Fora esta situação, Silema diz ter sido nomeado, em 2006, Chefe de Secretaria da escola em que trabalha, mas desde então nunca foi remunerado como tal.

“Peço sua ajuda senhor presidente, porque este caso se arrasta desde 2002, ano em que submeti os primeiros documentos, depois de ter sido informado para agir nesse sentido por haver disponibilidade financeira”, afirmou.

A população de Inteta queixou-se ainda de casos de corrupção no seio da polícia moçambicana. Em jeito de resposta, o Presidente Guebuza disse que todos os problemas apresentados no comício seriam aprofundados para o devido tratamento.

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