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Ponte Cais apta para transbordo de turistas e carga

A restauração de duas pontes na cidade da Ilha de Moçambique, proclamada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, vai, de certo modo, resgatar a importância histórica, cultural e turística daquela que foi a primeira capital moçambicana.

Trata-se da ponte que liga o continente à parte insular construída a 44 anos e a ponte cais que serve de transbordo de turistas e carga, que se encontrava extremamente degradada e, portanto, inoperacional, há cerca de três décadas.

A ponte que faz a ligação entre a Ilha e continente fronteiriço, com pouco mais de três quilómetros de cumprimento, encontrava-se em estado avançado de degradação, tendo, por isso, o seu uso sido condicionado a viaturas com menos de três toneladas.

O Estado, através da administração Nacional de Estradas (ANE), desembolsou valores que rondam 268 milhões de Meticais na execução de obras na infra-estrutura, nomeadamente a reabilitação ou reposição dos cerca de 230 pilares e 108 vigas que suportam o o respectivo tabuleiro principal, corrimões que levam cabos galvanizados com betão, entre outras acções, que vão conferir maior consistência e durabilidade à ponte.

O ministro das Obras Públicas e Habitação, Cadmiel Muthemba, que visitou, recentemente, a Ilha de Moçambique, dirigiu um veemente apelo aos utilizadores no sentido de conservarem com zelo aqueles dois empreendimentos, enquanto que os automobilistas são chamados a não circularem na ponte a altas velocidades situação que nalgumas ocasiões tem originado acidentes, que danificam a própria estrutura da ponte.

Não podemos conduzir naquela ponte como se de uma pista de automobilismo se tratasse pois que o material que foi aplicado para sua reabilitação é muito caro. As pessoas devem, por isso, respeitar os limites de velocidade estabelecidos para a travessia da ponte. Evita-se, assim, a destruição de vidas humanas e do esforço feito pelo governo no trabalho de reabilitação, alertou Cadmiel Muthemba.

A ponte-cais apresenta-se agora bastante atraente mercê da profunda renovação de que beneficiou em relação à sua concepção anterior, com destaque para a substituição, no primeiro troço, da estrutura metálica do tabuleiro por betão armado, para além da ampliação do segundo. Com esta ponte cais em funcionamento, os turistas vão deixar de saltar das lanchas para água para puderem visitar esta ilha.

Também alguns turistas nacionais ou locais aproveitam esta ponte para fazerem ligação com a praia das Chocas Mar e outras ilhas vizinhas aqui do oceano Índico, disse o engenheiro residente da ANE, Santos Binze.

Por seu turno, o presidente do Concelho Municipal da Ilha de Moçambique, Alfredo Matata, disse que a reabilitação das duas infra-estruturas é mais uma valia para aquela região insular no ponto de vista turístico e económico.

Porque reconhece que ela proporciona segurança aos passageiros que utilizam o transporte marítimo no seu embarque e desembarque. Da forma como se fazia o transbordo de passageiros sem os meios apropriados constituía um grande risco para as suas vidas.

Porque nem todos os que viajam no transporte marítimo sabem nadar e alguns turistas que vinham em cruzeiros não desembarcavam por falta de segurança, o que até certo ponto reduzia o número de pessoas interessadas em conhecer a Ilha de Moçambique, anotou o presidente do município.

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