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Poluídos seis rios de Manica por garimpeiros

Pelo menos seis rios da província de Manica, Centro de Moçambique, possuem águas impróprias para o consumo humano devido aos elevados níveis de poluição em resultado do garimpo ilegal. Trata-se dos rios Chimeza, Lucite, Nhancuarara, Púnguè, Revuè e Zambuzi que apresentam sérias ameaças a saúde pública bem como para o desenvolvimento de actividades socio económicas, segundo uma pesquisa sobre a matéria realizada naquela província.

Os resultados da pesquisa sobre o “Impacto da Mineração artesanal de pequena escala” foram apresentados Quinta-feira ultima, em Manica. Segundo esta pesquisa, a água destes rios, que já é colorida, é também imprópria para a irrigação e mesmo para o gado, além de ter efeitos nocivos em toda a cadeia alimentar.

O estudo aponta como consequências da mineração artesanal, o assoreamento dos rios, extinção de espécies aquáticas, contaminação das águas fluviais por substâncias químicas como chumbo, mercúrio, arsénio, cobalto e níquel, usados pelos garimpeiros na realização da sua actividade. “O uso irracional dos recursos hídricos e a poluição de fontes mais importantes (rios e lagos) podem, nos próximos tempos, provocar a escassez de água doce, ameaçando a existência do próprio Homem”, refere a pesquisa, citada pelo jornal “Diário de Moçambique”.

“A exposição a níveis elevados de mercúrio pode causar perturbações neurológicas (paralisia cerebral e retardamento mental), com efeitos consideráveis no desenvolvimento, sobretudo em crianças”, acrescenta. Igualmente, o estudo refere-se ao impacto do garimpo no agro – negócio, anotando que “a ingestão e exposição humana do gado e culturas ao mercúrio proporcionam contaminação alimentar em cadeia e restrição comercial a mercados cujos padrões de aceitação são de tolerância zero a metais pesados”.

A apresentação desta pesquisa foi testemunhada por vários dirigentes com destaque para a Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, a governadora de Manica, Ana Comoane, e a vice-ministra da Coordenação para a Acção Ambiental, Ana Chichava.

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