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Polícia que matou cidadão indefeso na Beira alega amnésia

O agente da Polícia da República de Moçambique(PRM), identificado pelo nome de António Benedito, que baleou mortalmente um cidadão indefeso no passado dia 7 de Fevereiro na cidade da Beira, na província de Sofala, recuperou do espancamento que foi alvo por populares e encontra-se detido. Contudo alega não recordar-se do baleamento que protagonizou nem do colega da corporação que com ele estaria a consumir bebidas alcoólicas no bairro de Matacuane.

“Estava a fazer patrulha, não sei dizer mais nada. Fiquei dez dias hospitalizado e já não me lembro de nada. Parece que a pessoa que morreu estava a filmar-me. O colega que estava comigo não conheço” declarou Benedito, numa conferência de imprensa realizada esta semana, citado pelo jornal Diário de Moçambique.

De acordo com várias testemunhas dois agentes da PRM, que estavam numa barraca de venda de bebidas alcoólicas do bairro de Matacuane, e viram o finado, identificado pelo nome de Cristóvão Enoque, mexer no seu telemóvel e julgaram que ele estaria a filma-los.

“Os polícias não quiseram saber. Pegaram na vitima à força e arrastaram-na até à estrada. Foi lá onde o mataram a tiro”, relatou Ana Leopoldina, empregada da barraca onde iniciou a confusão, que acrescentou que “durante a noite do sábado para domingo, estiveram a beber na minha barraca quatro agentes da PRM, dois fardados e dois a civil, todos armados. Por volta das 23:00 horas, um gente a civil abandonou os três colegas e foi-se. O outro civil saiu esta manhã, antes do crime. Os policias fardados, que cometeram o crime, todos estavam grossos”.

Entretanto populares que presenciaram a agressão e posterior baleamento espancaram o agente António Benedito, ao que tudo indica autor do disparo mortal, que só não prdeu a vida graças a intervenção dos seus colegas de corporação.

O agente da polícia está agora detido, enquanto aguarda o decurso do processo criminal, e outro disciplinar, que foram lhe instaurados.

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