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Policia Municipal de Nampula apreende 16 ‘chapa-cem’

A Polícia Municípal da cidade de Nampula desencadeou, sexta-feira passada, uma acção de fiscalização dos transportadores semicolectivos, vulgarmente conhecidos por “chapa-cem” numa acção que culminou com apreensão de 16 viaturas que desenvolvem a actividade ao nível da cidade.

 

 

Sob a acusação de praticarem o encurtamento das rotas definidas, facto que origina enormes transtornos aos respectivos utentes. As viaturas em causa estiveram, em consequência, parqueadas no Comando Municipal, cujo levantamento foi feito mediante o pagamento de uma multa cujo valor variava entre mil a três mil meticais.

Segundo Luís Mussa, director do departamento dos transportes, comunicação e trânsito no Concelho Municipal de Nampula, a campanha de fiscalização, com a designação “Quem deve ser”, visa desencorajar a prática do encurtamento de rota.

O nosso interlocutor afirmou que, apesar de várias acções de sensibilização realizadas para suster o encurtamento de rotas, que penalizam sobremaneira os passageiros, os automobilistas dos semicolectivos mostravam-se renitentes, tendo, por isso, o departamento dos transportes, comunicação e trânsito optado por uma actuação mais vigorosa para fazer cumprir a lei que regula o sector dos transportes urbanos.

O nosso entrevistado referiu que os detentores daquele género de transportes são, na altura do respectivo licenciamento, esclarecidos sobre as normas do exercício da actividade e, particularmente, em relação à observância da rota atribuída para circulação.

A nossa reportagem apurou, ainda, que a rota “Faina-Muhala expansão, via matadouro” é, dentre todas, a que regista com mais frequência tais encurtamentos. E as autoridades municipais competentes prometem continuar a trabalhar de forma rotineira no combate à mencionada irregularidade.

Luís Mussa apelou, igualmente, aos automobilistas para cumprirem com as requisitos legais em prol de um transporte de passageiros seguro e eficaz na nossa autarquia. No que tange à superlotação dos passageiros nas viaturas, a fonte preferiu não fazer comentários críticos por reconhecer o actual défice quantitativo das mesmas..

E para reduzir a problemática de superlotação nos chapas que circulam na cidade,, encorajou os proprietários das viaturas com mais de 30 lugares a licenciarem a sua actividade, porque segundo ele com estes carros esses problemas seriam atenuados.

Por seu turno, alguns dos transportadores entrevistados pela nossa reportagem dizem-se preocupados com a escassez de utentes, o agravamento dos custos de combustíveis e a desactualização da tarifa de cinco meticais ainda em vigor que não compensa e que lhes obriga, como alternativa, ao encurtarmento de rotas.

Os munícipes contactados aplaudiram a iniciativa da fiscalização que, na sua opinião, irá concorrer para a mudança de comportamento por parte dos “chapas” da cidade, pondo cobro à sua desmedida ganância pelo lucro fácil. Apenas lamentam que a operação só agora tenha sido desencadeada porque o problema foi denunciado por várias vezes e , portanto, tem já barbas brancas.

Disseram que desde há muito que têm vindo a reportar estas irregularidades junto das autotidades municipais. Porque o passageiro só é respeitado antes de entrar no “chapa”, mas depois de entrar é alvo de insultos e maus tratos, sobretudo dos cobradores, é obrigado a descer aonde eles entenderem, para além de, às vezes, não lhe devolverem o troco de valores de certo modo elevados.

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