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Polícia moçambicana prende suspeitos de caça furtiva e assassinato de fiscal do Kruger Park

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, deteve no distrito de Moamba dois indivíduos acusados de prática de caça furtiva, assassinato, em Julho deste ano, de um fiscal do Parque Nacional do Kruger, na África do Sul, e de balear com gravidade um membro da corporação moçambicana, afecto ao sector de Proteçcão de Recursos Minerais e Meio Ambiente.

Empunhado armas de guerra, das quais do tipo AK-47, a 19 de Julho passado, os indiciados, de nacionalidade moçambicana, entraram naquela que é considerada uma das maiores reservas de África com elevada densidade de animais selvagens, à procura de rinocerontes e elefantes.

Na ocasião, segundo apurou o @Verdade das autoridades policiais do Comando Distrital de Moamba, os presumíveis caçadores furtivos, em número de três, foram descobertos pelos fiscais sul-africano – denominados “ranger” – e houve uma troca de tiros.

Iniciou-se uma perseguição ao grupo que fugia em debanda. Pelo caminhos, os suspeitos espalharam-se com a intenção de despistar os fiscais e deixaram para atrás alguns pertences, incluindo roupa, contidos em mochilas. Na sequência da troca de tiros, um fiscal que respondia pelo nome de Respect Mathebula foi baleado mortalmente.

Na mesma ocasião, os supostos caçadores furtivos feriram com gravidade no abdómen um membro da corporação moçambicana. A vítima foi socorrida para uma unidade sanitária da África do Sul, disse a nossa fonte, ajuntando que dos dois cidadãos detidos, um negou assumiu ser caçador furtivo e identificou-se como militar moçambicano, alegadamente afecto ao “centro de operações de apoio à paz”.

Todavia, ele negou a autoria do crime de homicídio e o ferimento do agente da lei e ordem moçambicano.

As autoridades sul-africanas tem vindo a relatar um aumento do número de elefantes mortos pela caça furtiva no Parque Nacional do Kruger, não obstante o reforço das medidas de segurança.

Por conseguinte, para além de alguns moçambicanos condenados à penas de prisão na África do Sul, por conta da referida prática, outros têm sido alvejados mortalmente pelos “rangers”.

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