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Polícia introduz chamboco e recolher obrigatório

Ao que tudo indica, o distrito de Namacurra deve ser um outro estado. Parece que não faz parte do estado moçambicano e nem sequer parte desta província da Zambézia.

Tudo isso ao avaliar pela maneira como aquele distrito tem vindo a ser considerado, só por causa da fábrica de processamento de arroz que está sendo erguida naquele distrito, cujos empreiteiros são cidadãos de nacionalidade chinesa.

Chineses estes que em Dezembro do ano findo, foram assaltados por pessoas desconhecidas que levaram computadores e valores monetários, mas que até hoje a polícia não tem pistas de onde andam estes assaltantes.

Dai para cá, Namacurra tem vivido momentos não iguais a aqueles habituais, pior com a instalação de um comando com uma Força de Intervenção Rápida especial, tudo ficou complicado para os residentes daquela pacata vila.

Já não se pode circular até pelo menos 22 horas, senão apanhas chamboco, pior quando não tens uma identificação. Os restaurantes já são forçados a fecharem as portas a partir desta hora, no caso de violar esta norma, incorre por várias sanções.

Isto já farta as pessoas que vivem naquele distrito que vieram pedir socorro ao nosso jornal como forma de denunciar estas atitudes da polícia.

Factos no terreno

Depois de recebermos estas denúncias, último domingo, destacamos um repórter para Namacurra, afim de ver no terreno estas atrocidades que vem sendo cometidas pelas autoridades policiais naquele distrito.

Conforme explicou, o nosso repórter, viu uma equipa da FIR altamente uniformizada forçando para que um restaurante situado ao pé do mercado fechasse as portas.

“Eram 21h36min, quando vi três agentes da FIR obrigando para que o dono do bar fechasse as portas, alegando ser tarde demais”-disse o nosso enviado a Namacurra.

Num outro posto de observação onde ele se posicionou viu também um outro grupo de agentes da polícia de protecção, dando chamboco dois jovens que não precisou identificá-los porque estes saiam de um salão onde se assiste filme e não tinham identificação.

Não podendo-se aproximar ao local, a única coisa que o nosso repórter fez foi de assistir de longe, só para ter ideia de como é que os citadinos de Namacurra vivem, depois do assalto protagonizado por pessoas estranhas aos chineses.

Entretanto

Na manhã desta quarta-feira abordamos o porta-voz do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique na Zambézia, Ernesto Serrote, sobre o assunto, mas este disse não ter conhecimento ainda. Todavia, prometeu dar mais detalhes esta quinta-feira.

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