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Polícia fabrica mentira contra Hermínio dos Santos

A Polícia da República de Moçambique (PRM), fabricou mentiras contra o presidente do Fórum dos Desmobilizados de Moçambique, Hermínio dos Santos.

Na semana passada, Hermínio esteve em Quelimane para trabalhar com o seu grupo. Mas como a vinda dele já era do conhecimento público, a PRM posicionou-se para tentar impedir que aquele líder dos desmobilizados não pudesse ter encontro com os seus associados.

E foi o que aconteceu, Hermínio havia marcado um encontro na localidade de Namacata, por sinal na zona de origem do General na Reserva Bonifácio Gruveta, isto na quinta-feira.

Chegado ao local, um contingente da policia estava a seguir os passos do Hermínio. Alguns polícias da secreta já estavam no local do possível encontro há muito tempo.

Quando tudo estava pronto para que Hermínio dialogasse com os seus homens, eis que chegaram dois homens a paisana, pedindo ao delegado dos desmobilizados para que informasse ao Hermínio para abandonar aquele local.

Sem resistência, o “procurado” saiu e foi informado que o chefe da localidade de Namacata não permite que haja encontro naquela zona, isto porque conforme explicações dos ditos agentes, Hermínio não tinha autorização de trabalhar ali.

Indignado, o presidente do fórum, não fez mais nada se não acatar as orientações dos agentes da PRM, deixando os seus associados impávidos, sem saberem o que estava acontecendo.

Dai, os tidos agentes, aconselharam o Hermínio a acompanhá-los até a estrada. É ai onde estava uma viatura da polícia a espera. Carregaram o presidente do fórum dos desmobilizados até ao Comando Distrital da PRM em Nicoadala, onde foi submetido em auto de perguntas.

Confessa Hermínio que foram tantas perguntas que duraram quase quarenta e cinco minutos e dai foi solto com uma mensagem clara de não voltar a reunir-se na Zambézia.

Aliás, conforme soube-se do visado, uma das perguntas que colocaram a ele foi a dos possíveis aquartelamentos que a Renamo pretende fazer. Ou seja, se Hermínio vinha organizar estes ditos quartéis. Na conversa, a fonte disse não ter nada haver a sua vinda a Quelimane com os ditos aquartelamentos que a Renamo pretende criar.

“Vinha reunir com os meus associados, mas o governo da Zambézia impediu-me” – lamentou Hermínio dos Santos para depois questionar “quantos Moçambique temos, até na minha própria terra sou impedido de trabalhar?” – rematou.

Versão falaciosa da PRM

Como forma de lançar areia nos olhos dos menos atentos, a Polícia da República de Moçambique, através do Comando Distrital de Nicoadala, emitiu um documento que chama de comunicado de imprensa, na posse da RM, alegando que resgataram Hermínio dos Santos dum possível caos com os seus associados.

O mesmo documento que só versa mentiras, sustenta que os associados pretendiam saber do Hermínio dos Santos para onde levou os valores colectados.

Membros do fórum na Zambézia desmentem

Contactado pela nossa reportagem, este domingo, minutos depois de se ter falado com Hermínio dos Santos, já de regresso a capital do país, um dos fórum provincial dos desmobilizados de guerra na Zambézia, Eduardo José, diz não ser verdade o que a polícia afirma.

“Eles chegaram aqui e tiraram o presidente e levaram-lhe até Nicoadala”- disse José, para depois acrescentar que “assim a polícia disse ao dono do terreno onde nós reuníamos para nos expulsar”-sublinhou.

Outros membros daquela agremiação disseram que tudo o que a polícia anda dizer não é verdade, porque ninguém pediu contas ao presidente.

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