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Plano de contingência absorveu cerca de 30 milhões de meticais

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) desembolsou 30 milhões de meticais (cerca de um milhão de dólares americanos) para o Plano de Contingência, dos 120 milhões que haviam sido aprovados pelo governo moçambicano, destinado a responder aos diversos episódios durante a época chuvosa.

O montante, que não ultrapassou os 10 por cento do valor alocado, foi aplicado fundamentalmente em actividades que consistiram na monitoria, pré-posionamento dos meios, recursos humanos, busca e salvamento, assistência humanitária.

O facto foi revelado, Quinta-feira, pelo director-geral do INGC, João Ribeiro, no final do Conselho Coordenador Ordinário do órgão do governo, destinado a fazer um balanço da época chuvosa 2010/11, bem como o grau de resposta para as soluções dos centros operativos de emergência.

Segundo Ribeiro, calcula-se em dois óbitos e um total de 18.500 pessoas afectadas naquilo que se pode considerar o primeiro cenário, caracterizado por ventos fortes e chuvas com inundações na primeira e segunda época chuvosas em Moçambique.

Este universo de pessoas afectadas é o saldo dos registos perto das bacias hidrográficas que, durante a primeira metade do período chuvoso (Outubro a Dezembro) e a segunda (Janeiro a Março) sofreram uma subida do caudal hídrico tendo, por conseguinte, causado inundações nas comunidades ribeirinhas.

“Em geral, a intervenção dos centros operativos de emergência teve uma avaliação positiva e envolveu as instituições do governo e os parceiros de cooperação”, sublinhou Ribeiro, destacando a resposta célere dos comités de gestão de risco e dos governos locais que prontamente estiveram no lugar e tomaram medidas de prevenção, para que as situações não fossem piores.

Ainda no mesmo período houve danos em infra-estruturas sociais calculados em 120 salas de aulas e três unidades sanitárias. No Vale do Zambeze, outra região propensa as inundações durante a época chuvosa, acrescidas as descargas à montante, apenas 119 famílias foram afectadas, tendo sido reassentadas e apoiadas.

João Ribeiro disse que o sucesso que se verifica no Vale do Zambeze da existência de 119 famílias afectadas contra 25 mil famílias em 2007 é fruto do sucesso do programa de reassentamento.

O reassentamento é um acompanhamento que consiste na identificação das actividades de desenvolvimento que podem ser realizadas para que essas famílias se mantenham em zonas seguras.

Desta feita, segundo a fonte, há famílias que não regressaram as zonas de risco porque os pequenos sistemas de irrigação de que beneficiaram ajudaram a elas a serem auto-suficientes e produzir mais do faziam nas zonas baixas.

Ribeiro apontou o exemplo de um bairro de reassentamento em que uma associação de 12 pessoas em quatro meses teve uma produção de batata-reno de 600 mil meticais (19 mil dólares americanos).

As bacias do Incomáti e Limpopo também registaram um cenário de cheias que se não se faziam sentir desde o ano 2000 onde foram afectadas 23.632 famílias das quais registaram-se três óbitos.

Entre as vítimas estão pessoas que se dirigiram ao rio para tomar banho e pescadores que se fizeram ao barco numa altura em que estava a iniciar a descarga da barragem de Massingir.

Em relação as pessoas que estavam em situação de necessidade alimentar, Ribeiro calcula em 2.500 o número de famílias que foram contempladas, sendo a grande maioria no vale do Limpopo, mas a nova avaliação será feita em Abril do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutrição (SETSAN).

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