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Pinturas rupestres em estado de abandono

As pinturas rupestres, marcos importantes que representam a fase da pré-história dos povos e no caso especifico da população da província de Nampula, estão praticamente votadas ao abandono, em razão das dificuldades de acesso aos locais onde se localizam porquanto as estradas se encontram num estado avançado de degradação.

Esta situação trás graves repercussões aos esforços do governo provincial, visando promover e retornar o turismo cultural como fonte alternativa para arrecadação de receitas, através da valorização de mais uma das potencialidades locais.

Nampula, tem um total de sete pinturas rupestres de referência internacional, de acordo com o chefe do departamento do património cultural na direcção provincial de educação e cultura Mário Intetepe, localizadas nomeadamente nos distritos de Erati, Meconta, Mecuburi, Monapo e Murrupula.

As referidas pinturas simbolizam os valores tradicionais importantes das populações locais, pois, é onde recorrem para fazer preces evocando aos antepassados, chuvas para o sucesso das campanhas agrícolas entre outros desafios.

Contudo, Mário Intetepe, lamenta que as vias de acesso aos locais que acomodam essas pinturas não tem merecido prioridade, no que a manutenção das estradas diz respeito, por parte das entidades competentes a vários níveis, o que perpetua o abandono de mais um marco que testemunha a existência e a forma de expressão das civilizações dos nossos antepassados.

As únicas pinturas rupestres fáceis de visitar neste momento são as de Nacuhau, distrito de Meconta, que se localizam a cerca de dois quilómetros da estrada nacional numero oito, no troço cidade de Nampula vila de Namialo, estando as restantes seis distantes das estradas principais.

Alem de dificultar o seu acesso aos estudantes, sobretudo que frequentam o ensino superior, nos estabelecimentos de ensino existentes em Nampula, bem como nas províncias vizinhas e não só de vários países do continente africano, europeu e americano que tem escalado aquela província, o turismo é a área mais prejudicada porquanto as receitas não entram em razão do número reduzido de visitas as pinturas rupestres por turistas nacionais e estrangeiros.

Segundo Mário Intetepe, este ultimo aspecto é que não deixa sossegado ao sector que dirige, numa altura em que a palavra de ordem é capitalizar todas as fontes que possam impulsionar a arrecadação de receitas para os cofres do Estado visando fazer face aos desafios da actual conjuntura que sofre os efeitos da crise financeira global.

Este ano será de acções concretas visando inverter este quadro sombrio para as pinturas rupestres e vamos dialogar com os governos dos cinco distritos onde se localizam as Sete pinturas rupestres no sentido de incluir no seu plano de actividades prioritárias anuais o trabalho de manutenção das vias de acesso aqueles locais importantes mesmo que tenham que optar pela iniciativa comida pelo trabalho – disse a fonte.

Em todos locais onde se encontram pinturas rupestres foram construídos alpendres e a ideia, que contou com o patrocínio do sector da cultura, visava fundamentalmente estimular o surgimento de iniciativas de exploração de serviços no local sobretudo de confecção de alimentos respeitando a gastronomia nativa incluindo bebidas, bibliotecas comunitárias, venda de produtos de artesanato, entre outros.

Por reconhecer o valor das pinturas rupestres alguns cidadãos que vivem em locais próximos da sua localização têm emprestado os seus serviços a título gratuito no concernente a limpeza do capim que engole aquelas preciosidades culturais sobretudo na época chuvosa.

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