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PIB de Moçambique cresceu 6,8 por cento no 3º trimestre

Moçambique registou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de 6.8 por cento no III trimestre deste ano, comparativamente a igual período do ano passado.

De acordo com as Contas Nacionais preliminares do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) ao III trimestre, em termos cumulativos, as estimativas dos três primeiros trimestres de 2012 mostram que quase todos os sectores tiveram um desempenho positivo.

“O desempenho da actividade económica no III trimestre de 2012 é atribuído, em primeiro lugar, ao sector primário que cresceu 11.2 por cento, com maior destaque para o ramo da indústria extractiva com 42.2 por cento”, indica o documento do INE recebido pela AIM.

Depois do primário segue-se o sector terciário que cresceu 6.6 por cento, impulsionado pelo ramo dos transportes e comunicações que teve uma contribuição de 12 por cento. Apesar da queda do ramo da electricidade e água em nove por cento, o sector secundário também teve um desempenho positivo (1.7 por cento), com destaque para o ramo da indústria transformadora com 5.2 por cento.

Por outro lado, a pesquisa indica que o ramo da agricultura, silvicultura e actividades relacionadas teve a maior participação na economia, com um peso de 30 por cento no PIB gerado na economia no trimestre em análise. Depois desse ramo encontra-se o do comércio e reparação com uma participação de 12 por cento.

“Os ramos da indústria transformadora, dos transportes e comunicações, tiveram um peso de 11 por cento cada. Os restantes ramos de actividade tiveram um peso conjunto de 36 por cento”, indica.

Refira-se que uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que há dias concluiu a quinta avaliação de Moçambique considerou que o desempenho económico do país em 2012 foi extraordinário”, tendo como base um historial de políticas económicas sólidas que efectivamente conseguiram apoiar o crescimento e, ao mesmo tempo, baixar a inflação e reforçar as reservas internacionais.

O FMI estima que, este ano, o crescimento real do PIB atinja 7,5 por cento, beneficiado pelo desempenho robusto do sector de serviços e de um contributo mais significativo do que o esperado do nascente sector do carvão, enquanto a inflação permanece em baixa.

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