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Pescamar abre inquérito para apurar as causas de incêndio

A empresa Pesca-mar, vocacionada a captura do camarão, vai abrir um inquérito para apurar as causas do incêndio de grandes proporções que deflagrou na noite de terça-feira no porto de pescas da Beira, província central de Sofala, destruindo por completo duas embarcações daquela empresa, sem, no entanto, causar vítimas mortais. 

O incêndio, que lançava para o espaço gigantescas nuvens de fumo preto e denso, alastrou-se até ao meio da manhã de quarta-feira, deixando nua a irrefutável incapacidade do Corpo de Salvação Pública (bombeiros), de debelar o fogo. Aliás, foram necessárias mais de 12 horas para controlar o fogo. José Vilas, director executivo da Pesca-mar, citado,na quarta-feira, pela Rádio Moçambique (RM), emissora pública nacional, disse que o inquérito surge do facto de a empresa de capitais mistos (espanhol e moçambicano) ter perdido, em menos de seis meses, três embarcações.

Vilas explicou igualmente que as referidas embarcações fazem parte do último lote de barcos de pesca modernizados adquiridos pela sua empresa há três anos. “É muito prematuro ainda avançar qualquer informação, mas a perda dos dois navios é total. São navios de fibra de vidro, construídos com plástico reforçado com fibra de vidro, e no incêndio, a própria estrutura dos navios foi devorada pelas chamas, então a perda é absoluta”, disse Vilas. Os barcos, segundo a fonte, estavam prontos para a pesca, porque a campanha pesqueira começa nos próximos dias.

Nélia Domingos, directora provincial das pescas de Sofala, disse, por seu turno, que a direcção acaba de criar uma comissão técnica para, junto dos funcionários em serviço na última terça-feira, apurar as causas preliminares do incêndio que destruiu, por completo, duas das três embarcações da Pesca-mar. “É verdade que nós temos alguns guardas e as próprias embarcações têm os seus próprios vigias, e a nível da cidade quando se tomou conta do incêndio as instituições como bombeiros correram para ajudar na solução do problema”, disse Domingos.

Domingos afirma que uma das razões que terá agravado o incêndio é o facto de o próprio cais não ter, na altura, água para facilitar o combate ao fogo, porque a maré estava totalmente vazia, daí que não se podia utilizar o próprio sistema de combate aos incêndios que as próprias embarcações têm.

No dia 11 do mês em curso, um incêndio de grandes proporções destruiu, por completo, um armazém da Direcção Nacional de Logística do Estado-maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, em Maputo. Na sexta-feira anterior, um outro poderoso incêndio destruiu o laboratório de biologia molecular do Centro para a Criança, em Maputo.

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