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Pescadores nacionais perdem áreas de pesca na Albufeira de Cahora Bassa

Os pescadores moçambicanos estão a perder as suas antigas áreas de prática de actividade piscatória na albufeira de Cahora Bassa, na província central de Tete, alegadamente por estarem a ser dominadas por detentores de embarcações relativamente sofisticadas e pertencentes a estrangeiros.

Para colmatar a situação, até finais de 2014, o Conselho de Ministros deverá aprovar um plano de gestão de pescaria naquela região, visando travar os conflitos, segundo o Ministério das Pescas, acrescentando que a medida vai delimitar as áreas de actuação dos pescadores moçambicaanos e expatriados e permitir a exploração sustentável dos mariscos.

“A maioria da população adstrita à albufeira de Cahora Bassa depende da pesca para viver, daí ser imperioso encontrar-se uma solução para resolver o conflito que também pode contemplar acções de recrutamento dos pescadores nativos pelas empresas estrangeiras de pesca que operam na região”, explica o Ministério das Pescas.

Refira-se que operam na albufeira de Cahora Bassa pouco mais de 10 mil pescadores artesanais de pesca semi-industrial da Kapenta para o abastecimento local e exportação do produto.

Estimativas governamentais indicam que a média de produção da albufeira de Cahora Bassa é de 16 mil toneladas por ano, o correspondente a cerca de 80 milhões de dólares norte-americanos em receitas para o país. Com a aprovação do referido plano de gestão, a produção média/ano deverá atingir cerca de 29 mil toneladas de pescado a partir de 2018.

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