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Pequenos operadores de água alimentam 22 por cento de Maputo

Os pequenos operadores privados de abastecimento de água na cidade de Maputo, são responsáveis pelo fornecimento do precioso líquido a 22 por cento da população da capital moçambicana, actualmente estimada em cerca de um milhão de habitantes. 

De acordo com os dados do Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) hoje apresentados durante a sessão da Assembleia Municipal de Maputo, actualmente, a capital moçambicana conta com 400 pequenos operadores privados de fornecimento de água responsáveis pela gestão de 427 pequenos sistemas.

“Os pequenos operadores privados possuem 300 fontanários que servem cerca de 380 mil pessoas”, refere o documento do FIPAG. Segundo esta instituição subordinada ao Ministério das Obras Públicas e Habitação (MOPH), actualmente, a taxa de cobertura de água na capital moçambicana é de 40 por cento, cifra que poderá passar para 73 por cento até 2012.

Contudo, neste momento, esses pequenos operadores só exploram 40 por cento das suas potencialidades devido as dificuldades das populações de pagar as taxas de ligação de água e as taxas de consumo. Essa situação é exacerbada pelo facto desses operadores terem baixo nível técnico, fraca organização, havendo até sobreposição das suas redes. O novo projecto (ainda em curso) do FIPAG tem o objectivo de maximizar o aproveitamento destas potencialidades.

No âmbito deste projecto, esta instituição vai subsidiar o preço da ligação de água de forma a cobrir 80 por cento da população de baixa renda. Segundo o FIPAG, esse subsídio vai cobrir 60 por cento dos custos de ligação. O projecto de envolver os pequenos operadores privados de abastecimento de água iniciou em 2007, tendo se alcançado o consenso para o licenciamento deste grupo em Outubro do ano passado.

O processo de vistorias nos operadores que -iniciou em Julho passado poderá terminar no próximo mês. “Estamos a tentar capitalizar melhor o potencial dos pequenos operadores”, disse uma fonte do FIPAG, acrescentando que “o objectivo é que eles sejam formados para seguirem todas as regras”. Entre vários objectivos, o projecto prevê que os pequenos operadores passem a gerir os pequenos sistemas públicos de abastecimentos de água. Os trabalhos de construção e reabilitação de infra-estruturas de abastecimento de água na cidade de Maputo iniciaram em 2004.

Destas actividades, destacam-se as obras de expansão de sistemas de distribuição na altura já existentes e a construção de um novo centro distribuído, em Laulane, com capacidade de gerar 20 mil metros cúbicos de água, num investimento de 33 milhões de dólares americanos.

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