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Pequenas e médias empresas com novos mercados abertos

Os grandes investimentos em infra-estruturas e serviços que se registam no sector extractivo estão a abrir novos mercados para as pequenas e médias empresas moçambicanas, segundo resultados de um estudo requerido pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O tamanho potencial destes novos mercados de produtos e serviços gerados a partir de investimentos é estimado em cerca de 20 a 35 biliões de dólares, dos quais cerca de 15 a USD 20 biliões deverão registar-se na cidade de Pemba, província de Cabo Delgado, ao longo dos próximos cinco a 10 anos.

No mínimo, em Moçambique, já foram investidos cinco a seis biliões de USD em infra-estruturas, segundo ainda o documento da CTA contendo resultados de um estudo patrocinado por uma instituição dos Estados Unidos da América (EUA) denominada SPEED/USAID.

O estudo concluiu também que ainda não existe uma definição clara e unificada do que é o conteúdo local em Moçambique, que é uma forma que se usa para aquisição de bens ou serviços de fornecedores locais por falta de identificação em primeiro lugar das principais falhas de mercado.

Contudo, algumas já identificadas indicam que os mercados locais não são competitivos porque o ambiente de negócios não facilita a igualdade de acesso das pequenas e médias empresas locais aos mercados e que as mesmas não têm acesso a informações de mercado, padrões e normas, para além de a estrutura de mercado dispor de poucos vendedores e poucos compradores. A situação concorre para falta de capacidade de absorção e as empresas não têm conseguido responder à procura e assistência.

Em conclusão, o estudo identificou que os mercados locais não estão sincronizados com as novas demandas e ou procuras e não são capazes de alavancar novas oportunidades para aumentar a competitividade. Mas Moçambique pode aproveitar a experiência de outros países que desenvolveram vários processos de conteúdo local com resultados positivos como são os casos do Brasil, África do Sul, Nigéria, Angola, Gana e Trinidad&Tobago.

A pesquisa esteve a cargo de Zachary Kaplan, que recomendou haver necessidade de se desenvolver uma política de conteúdo local, cujos princípios assentam na definição de uma visão clara, estratégia e abordagem do conteúdo local, transparência e partilha de informações, pública e privada, e concentração em postos de trabalho e não nas definições das propriedades de negócios. O estudo girou à volta das opções de políticas sobre o conteúdo local em Moçambique.

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