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Partido Humanitário de Moçambique reprova projecto de revisão constitucional

O líder do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO), uma nova formação política, considera não ser, ainda, ocasião oportuna para a revisão da Constituição da República.

Cornélio Quivela é de opinião que Moçambique não precisa de “novos vocábulos constitucionais”, mas de políticas que propiciem a produção de mais comida e subsídios sociais.

O tempo não é para mexidas constitucionais, mas de aperfeiçoamento de questões constitucionais e de edificação de um Estado de Direito. Afirmou Quivela no último sábado, na cidade de Pemba, província de Cabo-Delgado, durante uma reunião de formação politica dos quadros do seu partido, no âmbito dos preparativos para as próximas eleições.

De acordo, ainda, com aquele dirigente político, o estado actual de algumas estradas rurais e urbanas deveria desencorajar o governo moçambicano a prosseguir com o programa de inspecções obrigatórias de viaturas, introduzido recentemente no país.

Ele entende que, ao invés de impor tal medida, o governo deveria priorizar a manutenção das vias de acesso afim de reduzir as múltiplas deficiências mecânicas das viaturas, que constituem uma das principais causas dos acidentes de viação.

Não é tempo de se chupar o sangue do povo a troco de buracos. Afirmou Cornelio Quivela, dirigindo-se aos membros do seu partido, alguns dos quais idos dos longínquos distritos de Chiúre, Mocímboa da Praia, Macomia, Montepuez, Mueda, Balama, incluindo os da vizinha província de Nampula.

A reunião de um dia tinha em vista a formação dos quadros ao nível de base e a definição de uma estratégia política para as autarquias de 2013 e gerais de 2014.

Com cerca de três meses de existência, o PAHUMO considera-se preparado para concorrer em pé de igualdade com outras formações políticas nas 43 autarquias do país.

Aliás, Quivela disse que o sufrágio de 2013 servirá de trampolim do seu partido para as assembleias provinciais e da República, do próximo mandato.

Para a concretização deste “sonho”, assegura que foram já definidos mecanismos consistentes que incidirão na criação das chamadas zonas políticas ao nível dos bairros municipais e consequente implantação das respectivas estruturas.

Neste momento, decorrem acções visando a criação das delegações provinciais e distritais em todo território nacional. Entretanto, Quivela considera que o maior constrangimento do seu partido está relacionado com aquilo que apelida de hostilização ao nível da imprensa moçambicana.

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