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Parque Nacional do Limpopo aperta o cerco contra furtivos

As autoridades do Parque Nacional do Limpopo (PNL) dizem estar a apertar o cerco contra os caçadores furtivos que nos últimos dias têm estado a dizimar animais bravios na região do Parque Transfronteiriço de Grande Limpopo (PTGL).

Parque Transfronteiriço de Grande Limpopo é um dos grandes projectos de conservação da fauna bravia a nível mundial e envolve os Parques Nacionais do Limpopo em Moçambique, de Kruguer na África do Sul e Gonarezhou no Zimbabwe.

Segundo o coordenador de protecção no PNL, Zinio Macamero, a ideia fundamental desta operação é eliminar sindicatos de caça furtiva, já identificados, que caçam animais bravios, principalmente, o rinoceronte e elefantes na região do PTGL, devido ao seu valor comercial.

Macamero, acrescentou que a principal preocupação da sua instituição é garantir que os efectivos das espécies faunísticos aumentem, por isso a necessidade de cada vez mais intensificar as acções de combate a caça furtiva.

Para que seja efectiva a acção, segundo a fonte, o Parque está a trabalhar com efectivos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), da guarda fronteira e fiscais de uma empresa privada de exploração de ecoturísmo denominada “lecoturismo LTD-Balule game”, localizada nos arredores da sede distrital de Massingir e do Kruguer Park na fiscalização das fronteiras e outras áreas por onde circulam os furtivos.

Macamero revelou que estas forças têm feito patrulhas regulares em toda a extensão do PNL, incluindo as regiões que o circundam. Ao mesmo tempo, segundo ele, está em curso a preparação de uma capacitação dos fiscais do PNL, para adequar a realidade actual da região.

Macamero acrescentou que a quando da formação deste, o foco das sua actividades era para combater a caça de pequena escala e não para lutar contra sindicatos caçadores furtivos.

“Estamos a trabalhar. Queremos acabar com este mal que está, nos últimos dias, a afectar a nossa fauna”, disse Macamero. “No final do mes passado, pelo menos duas pessoas foram encontradas e detidas, uma na aldeia de Machamba (dentro do Parque) outra na região de Banga (arredores da sede do distrito de Massingir) com armas caçadeiras, machados e catanas, material que estes levam, geralmente, quando vão a caça”, referiu Macamero.

Porém, Macamero explicou que as pessoas continuam sob investigação policial com vista a identificar outros envolvidos nesta actividade. Ele acrescentou que caso se prove que, de facto, são caçadores furtivos estes serão penalizados pelas infracções cometidas (posse ilegal de arma de fogo, entre outras).

“Nesta operação contamos com muito apoio das comunidades e de outras forças de segurança”, disse ele, frisando que o sindicato foi identificado na Africa do sul e está a estender-se para Moçambique e Zimbabwe.

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