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Parceiros suspendem financiamento ao Tribunal Administrativo

O rombo financeiro no Tribunal Administrativo está a registar novos contornos. Os países financiadores das contas desta instituição, responsável pela fiscalização das contas do Estado, decidiram suspender, por um período indeterminado, a sua ajuda financeira até que se esclareça o caso.

Os países financiadores, nomeadamente Alemanha, Finlândia, Dinamarca e Suécia, exigem que, pelos menos, o Tribunal Administrativo se pronuncia publicamente em relação ao rombo financeiro e traga a sua versão sobre este caso, explicou a embaixadora da Suécia em Moçambique, Ulla Andrén, que confirmou a medida de suspensão.

“Nós dissemos a eles (ao TA) para que façam uma comunicação pública porque, neste momento, a imprensa e todos querem saber mais sobre o que está a acontecer neste âmbito e é muito importante fazer essa comunicação”, disse a embaixadora.

O escândalo no TA foi despoletado pela imprensa em Agosto passado após uma auditoria feita por uma empresa privada que detectou um rombo financeiro de cerca de 170 milhões de meticais, referente ao exercício económico de 2012.

No dia 17 deste mês, a ministra moçambicana da Justiça, Benvida Levi, pronunciou-se sobre o caso em sede do Parlamento e garantiu que o TA está a ser investigado pelos “órgãos competentes”.

Entretanto, a embaixadora explicou que esta medida não é definitiva, mas apenas uma suspensão periódica até que se esclareça o caso. “Nós não estamos a cortar financiamento, mas houve problemas relacionados com vários assuntos, então nós paramos um momento de financiar para ver como o caso vai-se desenvolver, porque não podemos financiar enquanto há problemas”, disse.

A fonte conta que da conversa que manteve com o presidente do Tribunal Administrativo, este mostrou muita dificuldade em reagir publicamente a essa situação, por entender que neste momento a instituição que dirige perdeu credibilidade e que “qualquer coisa que ele for a dizer não vai ser muito credível”.

“Mas eu (embaixadora) não estou a pensar assim, porque acredito que ele pode esclarecer muita coisa”, disse, acrescentando seguidamente que “houve muita coisa dita na imprensa que pode estar errada, mas como o Tribunal não está a dizer outra coisa contrária, não é fácil saber o que realmente esta a acontecer.”

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