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Parceiros desafiam governo a um melhor desempenho

Os Parceiros do Apoio Programático (PAPs) do Governo moçambicano desafiam o Executivo a apresentar resultados positivos como forma de manter a sua confiança e o nível de ajuda dos doadores numa altura de crise. Este pronunciamento foi feito recentemente, em Maputo, pelo representante dos PAPs, o Embaixador da Finlândia em Moçambique, Kari Alanko.

Segundo os parceiros, a situação económica corrente nos países doadores, que afecta os seus orçamentos de apoio, está longe do normal. Assim, segundo explicou Alanco, os ministérios das Finanças dos países doadores estão a examinar “minuciosamente” os seus orçamentos de apoio e para merecer a ajuda destes países Moçambique terá de apresentar “bons resultados”.

“O resultado de tudo isto poderá ser uma competição apertada aos escassos recursos alocados a cooperação e desenvolvimento globalmente. Por isso, é importante que o desenvolvimento político e sócioeconómico continuem a mostrar um desempenho positivo para manter a confiança dos parceiros e o nível de ajuda para o país”, frisou. Alanko referiu que “o Governo não cumpriu na integra” as metas estabelecidas anteriormente, tendo citado o caso do sector da agricultura, que é a base de sustento para a maioria da população moçambicana.

“Em relação às metas definidas para o Governo de Moçambique, constatamos que algumas foram reduzidas em relação aos planos anteriores. Isto acontece, por exemplo, na área da agricultura, embora saibamos que é a base de sustento para a maioria dos moçambicanos e que a revolução verde perspectiva aumentar a produção e produtividade agrícolas”, explicou. Contudo, os parceiros, de acordo com Alanko, estão satisfeitos com o desempenho do Executivo de Armando Guebuza.

“Estamos satisfeitos, mas nada é perfeito e há sempre desafios”, frisou. Os PAPs são compostos por 19 entidades, entre os quais 16 países e três instituições, nomeadamente Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento e Comissão Europeia, que providenciam Apoio Directo ao Orçamento do Estado (OE). Este ano, os 19 PAPs apóiam o OE de Moçambique com 470 milhões de dólares norte-americanos.

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