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Paralisadas 27% das empresas participadas pelo Estado

Pelo menos 27 por cento das 131 empresas participadas pelo Estado moçambicano estão paralisadas devido a diversas razões. Falando na segunda-feira em Maputo, o presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), Hipólito Hamela, disse que o passo a seguir é entregar essas empresas ao sector privado.

“Por exemplo, a MABOR (fábrica de pneus e borracha) é uma das empresas paralisadas. São empresas para as quais temos que encontrar parceiros estratégicos que nos ajudem a reactiva-las”, disse Hamela, falando em conferência de imprensa destinada a anunciar a realização, próxima Quarta-feira, do XIII Conselho Consultivo do IGEPE. Este não é o único problema enfrentado pelas empresas participadas pelo Estado. Do universo de 131 empresas participadas pelo Estado, consta um número correspondente a 41 por cento o daquelas que se encontram em pleno funcionamento.

A outra parte correspondente a 32 por cento é de empresas que funcionam de forma deficiente. O PCA do IGEPE afirma que o desafio da sua instituição é de melhorar a capacidade de controlo das participações do Estado, bem como das empresas participadas pelo Estado de modo a serem mais lucrativas. Uma das medidas tomadas para esse efeito é de desenhar planos anuais de negócios para as empresas. Hipólito Hamela reconhece que ainda não há capacidade para abranger todas as empresas, mas algumas delas vão beneficiar desta medida. Por outro lado, o IGEPE pretende retirar-se de algumas empresas e concentrarse em apenas 46, um desafio a ser alcançado até 2014 de acordo com o Plano Estratégico da instituição.

“Por exemplo, nós temos participações em empresas de papelaria e gráfica”, disse Hamela, sublinhando que a presença do Estado numa empresa desta dimensão pode até estar a prejudicar o seu desenvolvimento. Segundo ele, neste tipo de empresas, o Estado pode até ganhar melhor através de cobrança de impostos e não pela sua presença como accionista. Falando particularmente sobre o Conselho Consultivo, Hamela disse que este se destina a apreciar o balanço das actividades realizadas pelo IGEPE durante o primeiro semestre e perspectivar as dos próximos seis meses.

Reflectir sobre o papel das participações do Estado no aumento das receitas de capital é outro ponto de agenda deste encontro que irá juntar cerca de 80 participantes, com destaque para os membros do Conselho de Administração do IGEPE, do Conselho Fiscal, bem como delegados dos Ministérios parceiros nos processo de gestão das participações do Estado.

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