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Paralisação do batelão leva a “falência” negócio de vendedores informais

Uma onda de protestos marcou a manhã e à tarde da última Segunda-feira na recém-inaugurada Ponte Armando Emílio Guebuza, que liga os distritos de Caia e Mopeia nas províncias de Sofala e Zambézia, respectivamente. Os protestos, que tiveram o seu epicentro a portagem da ponte, foram protagonizados pelos vendedores informais cujo rendimento era até então garantido pelo comércio exercido nas barracas construídas junto à margem direita de Caia, mas agora falidos uma vez resolvido o problema da travessia do rio Zambeze.

As escaramuças suscitaram a intervenção da Polícia moçambicana (PRM) para serenar os ânimos, mas a medida em nada resultou porque os manifestantes fincaram pé até ao período da tarde, alegando que o fluxo normal do trânsito no local e a subsequente paralisação do batelão provocaram falência dos seus negócios. Os mais de 100 vendedores, segundo o matutino “Notícias”, começaram logo pela manhã a remover o capim a escassos metros da portagem da Paralisação do batelão leva a “falência” negócio de vendedores informais ponte, com o propósito único de construir as suas barracas.

Os manifestantes prometem não abandonar o local enquanto o Governo não encontrar um recinto mais apropriado onde podem rentabilizar os seus negócios, que dependem, em geral, dos automobilistas de longo curso, sobretudo os camionistas. Desde que o tráfego rodoviário começou a fluir sobre a ponte, na tarde do último Sábado, os vendedores informais alegam que não amealharam sequer um centavo, porque ninguém foi ao chamado “rio”.

Aliás, na noite do mesmo dia, os “únicos clientes” foram apenas os hipopótamos, segundo escreve o jornal. Em Chimuara, distrito de Mopeia, margem direita da ponte, os vendedores das barracas ali existentes também prometem transferir-se brevemente para a zona da maçaniqueira, mesmo à entrada da estrada da ponte, até a conclusão das obras do mercado, cujo início está previsto para o mês em curso, no âmbito da responsabilidade social do projecto.

Elias Paulo, director do Gabinete de Implementação da Ponte, que repudia a atitude dos vendedores, afirmou que o episódio ocorrido na Segunda-feira atenta contra a segurança rodoviária, porque não se pode construir uma infra-estrutura junto da ponte. “É uma grave irregularidade. Não se pode ficar junto da ponte. Temos muitos acidentes no país e a existência de barracas junto da portagem é inconcebível, pois a permitirmos isso estaremos a contribuir para o excesso de risco de acidentes”, disse Paulo.

O engenheiro disse, no entanto, que contactos foram encetados junto dos governos distritais de Caia e Mopeia para agilizar a atribuição de novos espaços aos vendedores das barracas, sobretudo do lado de Sofala. Alias, o consórcio Engil Mota e Soares da Costa, responsável pela construção da ponte que liga o país na região Centro, vai remover muito em breve a estrada de acesso às rampas que eram usadas pelos batelões cortando consequentemente a ligação que existia com as barracas situadas perto do leito do Zambeze.

 

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