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Paraguai 0 – Japão 0, apuramento inédito da Albirroja após penaltis

Paraguai 0 - Japão 0

O sonho era comum: classificar o país pela primeira vez para os quartos de final de um Campeonato do Mundo. Com o mesmo objetivo, Paraguai e Japão terminaram igualados no tempo normal e no prolongamento do duelo desta terça-feira, no estádio Loftus Versfeld, em Pretória. E após mais de 120 minutos em que o 0 a 0 resistiu em um jogo sem grandes emoções, que chegou a fazer o presidente da Uefa, Michel Platini, cochilar na tribuna de honra, os paraguaios foram mais eficientes na disputa de pênaltis.

A equipe converteu as suas cinco penalidades e contou com o erro de Komano, que mandou a bola no travessão, para vencer a batalha por 5 a 3 e entrar para a história da nação. O Paraguai vai decidir uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo no próximo sábado, contra a Espanha, que bateu Portugal por 1 a 0 também esta terça.

O Paraguai foi quem procurou a iniciativa de jogo, diante de um adversário que jogava recuado, com nove jogadores postados atrás do meio-campo e apenas o atacante Keisuke Honda à frente. A equipa sul-americana tinha a posse de bola, com 61% no tempo regulamentar, mas encontrou dificuldade para se aproximar da área, esbarrando numa primeira linha de marcação com cinco homens ou na linha de defesas japoneses.

A primeira oportunidade de golo da equipa aconteceu aos 20 minutos, numa iniciativa individual de Lucas Barrios, que tabelou em velocidade com Cristian Riveros pela esquerda, fez um belo giro para deixar o defensor para trás e rematou de direita, rasteiro, o guarda-redes Eiji Kawashima fez a defesa com o joelho.

A outra oportunidade veio aos 29 minutos, canto de Claudio Morel pela esquerda, encontrando Roque Santa Cruz, após disputa nas alturas o atacante teve liberdade para chutar, bem próximo da baliza, mas acabou batendo para fora.

Os nipônicos apostavam em contra-ataques velozes, com a aproximação de três homens do meio-campo a Honda. O mais perigoso contra-ataque na primeira parte foi aos 40 minutos, quando Daisuke Matsui puxou a bola pela esquerda arrancou para o ataque e serviu a Honda, que bateu de primeira, para fora.

Remates de longa distância também eram uma alternativa à equipe, especialmente depois do mesmo Matsui ter assustado a claque Guaraní com um tiraço que encobriu Justo Villar e acertou no travessão, aos 22 mnutos.

Na volta do intervalo, a Albirroja conseguiu encontrar espaço pelo lado esquerdo de seu ataque, criando perigo pelo setor, nos primeiros minutos, com o jovem Edgar Benítez; depois, com Nelson Valdez, que o substituiu.

Aos 66 minutos, o técnico Takeshi Okada colocou em campo Shinji Okazaki para fazer companhia a Honda à frente, a primeira combinação entre os dois, Honda enganou a marcação paraguaia e passou para Okada na área, á direita, o japonês tentou o cruzamento, mas Alcaraz cortou para fora.

Aos poucos, os japoneses subiam ao ataque com mais homens, exibindo muita técnica nos passes e aplicação no deslocamento sem a bola. Cada investida fazia seus adeptos respirarem fundo – num suspiro coletivo – nas arquibancadas do estádio Loftus Versfeld.

Em busca de mais velocidade no seu meio-campo, o técnico Geardo Martino optou por colocar Edgar Barreto no lugar de Nestor Ortigoza, depois, sua última alteração, Martino colocou o jovem artilheiro Óscar Cardozo no lugar de Santa Cruz, ganhando uma referência mais forte dentro da área, enquanto Barrios era empurrado para a direita.

Haedo também começou a jogar mais centrado. Foi com este posicionaento que ele criou boa oportunidade de golo, o lateral Morel se infiltrou pela esquerda e enfiou para o atacante, que, num toque rápido, lançou-se para  à frente mas o guarda-redes Kawashima saiu bem e abafou sua finalização.

As jogadas de bolas aéreas também incomodaram a retaguarda nipônica, exigindo muita atenção a cada cruzamento. O avanço paraguaio permitia também as respostas dos velozes japoneses, que, mesmo com mais de 100 minutos de partida, continuavam a fazer corridas impressionantes. Todo esse esforço, no entanto, acabou não resultando em golo.

Quando o árbitro belga Frank de Bleeckere deu o apito final no duelo, a grande expectativa, a tensão do público nas arquibancadas do Loftus Versfeld foi quase palpável, as vuvuzelas sopraram mais alto e praticamente todos se levantaram de seus assentos. Em campo, as duas seleções uniram-se numa roda no centro do relvado, preparadas para o terceiro acto do embate, nos penaltis.

Barreto converteu o primeiro, fazendo Paraguai 1 a 0. Yasuhito Endo empatou. Lucas Barrios fez 2 a 1. Makoto Hasebe igualou. Cristian Riveros colocou os Guaranís à frente. Yuchi Komano desperdiçou a sua, rematando alto no meio da baliza, mas atingindo o travessão. Nelson Haedo colocou 3 a 2 no placar. Keisuke Honda diminuiu, mantendo a sua equipa na luta. Mas Óscar Cardozo teve toda a tranquilidade do mundo para fazer marcar e colocar o Paraguai nos quartos de final.

Este triunfo guarani também permitiu uma marca histórica para o futebol sul-americano, pela primeira vez, a região terá mais representantes que a Europa entre os oito melhores do Mundial (quatro a três). Além do Paraguai, Uruguai, Argentina e Brasil também seguem na Copa 2010. Alemanha, Holanda e Espanha representam o velho continente. Já a Ásia, com a eliminação japonesa, está fora do Mundial. África continua com a seleção do Gana.

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