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Papa Francisco dá asilo a dez refugiados após visitar campo de migrantes na Grécia

O papa Francisco surpreendeu no final da sua visita à ilha de Lesbos, na Grécia, e levou no avião papal, no seu retorno a Roma, um grupo de dez refugiados que estava na Grécia a tentar permanecer na Europa.

O papa somou um gesto prático ao apelo que ele e os líderes da igreja ortodoxa, Bartolomeu de Constantinopla e Jerônimo II, arcebispo de Atenas, fizeram aos líderes internacionais para mostrarem mais responsabilidade na crise humanitária envolvendo refugiados na Europa.

Segundo a imprensa grega, os refugiados que acompanham o papa são oito sírios e dois afegãos, membros de três famílias.

Todos provêm do centro de amparo de Kara Tepe, um acampamento aberto, nas proximidades do campo de refugiados de Moria, que foi visitado hoje pelo papa e que abriga os grupos mais vulneráveis.

A imprensa italiana falam em 12 pessoas levadas pelo papa e que serão amparadas pela comunidade Sant’Egidio.

Com este gesto, Francisco encerra uma breve visita carregada de simbolismo a Lesbos e especialmente a Moria, transformado em centro de detenção em virtude do acordo entre a União Europeia e a Turquia que contempla a devolução de refugiados.

No aeroporto de Mitilene, capital da ilha de Lesbos, o pontífice voltou a reunir-se brevemente com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e com o arcebispo de Atenas, Jerónimo II, e o patriarca ecuménico Bartolomeu.

Durante a sua visita a Lesbos, o papa percorreu junto com os dois líderes religiosos o campo de refugiados de Moria, onde ouviram os relatos de muitos refugiados e onde almoçaram com várias famílias.

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