Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Panificadores defendem contenção de salários

Representantes da industria de fabrico de pão dizem que a maior despesa com que o sector de panificação se depara ‘e o pagamento de salários dos seus colaboradores e, para fazer face a este problema, defendem a contenção dos vencimentos actualmente em vigor para não abrirem falência.

Segundo Victor Miguel, presidente da Associação dos Panificadores de Moçambique, este ramo industrial não esta mecanizado e para poder produzir ao ponto de responder as necessidades de consumo de pão no pais e’ obrigado a empregar muita gente porque funciona manualmente, arcando com todas as despesas dai resultantes.

Esta posição foi defendida, Quinta-feira, num encontro que serviu para os panificadores concertarem ideias sobre a proposta a levar a mesa negocial para a fixação do salário mínimo do sector para o presente ano (2009).

O encontro serviu ainda para passar em análise a questão ligada aos benefícios sociais e deveres e obrigações dos trabalhadores. Para esta classe de empresários, se o aumento estiver acima das suas capacidades, ou seja ultrapassar ou aproximar-se ao requerido para a compra de máquinas, alguns dos industriais do sector poderão optar por mecanizar suas empresas e colocar centenas de trabalhadores no desemprego.

Os panificadores, na voz do seu presidente, Victor Miguel dizem existir um “equivoco” por o sector actualmente estar enquadrado no sector sete, da industria alimentar e bebidas (totalmente mecanizada), com o qual não pode competir), quando devia estar no sector quatro da industria transformadora.

Miguel esclareceu que por causa deste equívoco parte dos panificadores estão a pagar o salário mínimo fixado em 2008 para o sector quatro (1.926,00 Meticais) e outros a praticar o mínimo de 1.975,00 Meticais fixado para o sector quatro. Isto porque em termos de deveres e obrigações legalmente e’ lhes exigido o respeito ao estabelecido para a industria transformadora.

“Não tem interesse nenhum subir o salário mínimo quando na prática não pode ser pago. Temos que ter em conta que o salário mínimo mexe com toda a estrutura salarial da empresa”, defendeu. Eles, para alem das despesas operacionais, apontam ainda como justificativo para a contenção dos salários que as matérias-primas estão cada vez mais caras e, por essa razão, algumas indústrias optaram por baixar a produção e consequentemente o volume de vendas.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Related Posts

error: Content is protected !!