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Países ricos fracassam na meta de doação de ajuda a nações mais pobres, segundo um relatório

A maior parte dos países ricos doadores de ajuda fracassou em cumprir as suas promessas para o desenvolvimento em 2013, e apenas um terço do dinheiro foi para as nações mais pobres, disse um relatório, esta segunda-feira (6).

O auxílio por membros do Comité de Assistência ao Desenvolvimento da OCDE cresceu 5,3 por cento na comparação anual, para o recorde de 131,2 bilhões de dólares no ano passado, depois de dois anos consecutivos de queda, disse a entidade The One Campaign no seu relatório anual.

Apenas um terço foi para os países menos desenvolvimentos, a maioria na África Subsaariana, apesar do apoio de alto nível para que 50 por cento de todo o auxílio fosse levado para os mais pobres, disse a One Campaign, cofundada pelo roqueiro irlandês Bono para acabar com a pobreza extrema.

Num momento em que os líderes mundiais preparam-se para estabelecer novas metas de desenvolvimento para o próximo ano, a ONE pediu que tanto os países ricos como os pobres lidassem com as insuficiências de ajuda, a fim de garantir que as pessoas mais pobres estejam no cerne de uma nova guinada global contra a pobreza a partir de 2015.

“Se os doadores não se apresentarem e dedicarem pelo menos metade da sua ajuda para aqueles países que mais precisam, as pessoas mais pobres do mundo correm o risco de serem deixas para trás”, disse Sara Harcourt, directora de políticas da One Campaign e autora do relatório, falando à Thomson Reuters Foundation.

A Grã-Bretanha tornou-se o primeiro país entre o grupo dos países mais industrializados (G7) a cumprir as metas no ano passado, ajudada por um aumento de 3,96 bilhões de dólares no seu orçamento de ajuda internacional.

Japão, Alemanha e Noruega também aumentaram os esforços, mas outros, como os ex-campeões França, Canadá e Austrália, mostraram marcantes quedas nos orçamentos de ajuda no meio de cortes no gasto público geral, junto à Holanda.

Os Estados Unidos, os maiores doadores bilaterais de ajuda do mundo, saíram-se bem mal em comparação com outros Estados do G7 em termos de gastos com ajuda em relação à riqueza nacional.

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