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Pacheco diz que Dhlakama não tem vontade de dialogar com Guebuza

Mais um encontro infrutífero entre a delegação da Renamo e do Governo teve lugar esta quinta-feira (04), em Maputo, no âmbito das negociações que as duas partes vêm mantendo desde Maio último.

Este encontro foi convocado pela equipa governamental que propôs três pontos de agenda, nomeadamente: o desarmamento dos homens da Renamo; a disponibilidade do Presidente da República, Armando Guebuza, em dialogar com o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, na capital do País e assinatura das actas referentes às rondas anteriores.

No final da reunião as partes não haviam alcançado, pela quarta vez consecutiva, nenhum consenso sobre a agenda inicialmente proposta. A equipa da “Perdiz” reiterou, durante o debate, as condições que deverão ditar o local do encontro entre Afonso Dhlakama, seu líder, e o Presidente da República, Armando Guebuza.

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O maior partido da oposição em Moçambique exige a retirada de todas as forças de defesa e segurança da zona onde se encontra alojado o seu líder, em Santundjira, como uma das condições para que Dhlakama se desloque a Maputo para reunir com o Chefe do Estado.

Caso esta não seja aceite, a “Perdiz”propõe a ida de Armando Guebuza vila-sede de Gorongosa para a realização do encontro. Perante esta posição, a delegação do Governo entende que há falta de vontade por parte da Renamo e seu líder em que este mantenha um diálogo com o Presidente Guebuza.

Aliás, José Pacheco, líder desta equipa, explicou que durante o encontro, quando abordado este ponto, a contra-parte alegou não ter mandato para discutir tal assunto. Contudo, “depois de muita insistência acabou dizendo que havia interesse da parte do presidente da Renamo em dialogar com o Chefe do Estado.”

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Relativamente à desmilitarização da Renamo, a delegação que representa este partido considera que este ponto não é urgente. Portanto, pode ser agendado para quando for discutido o ponto doias da agenda, relativo à defesa e segurança. Também não foram assinadas as actas alegadamente porque a delegação do Governo ainda se recusa a subscrevê-la porque isso significaria ordenar a Assembleia da República (AR) a aprovar os pontos suscitados pela Renamo sobre o pacote eleitoral.

O líder da delegação da Renamo, Saimone Macuiane, diz ter esperanças de que “em nome dos superiores interesses” da nação moçambicana haja consenso nesta matéria para que se de discutam outros pontos da agenda.

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