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Os bons rapazes tocam para os trabalhadores

Foram (e ainda) são os bons rapazes. Desde ‘83 que fazem da música a sua única forma de expressão e mesmo quem diz não gostar do género musical admite que se empolga só de ouvi-los. Os Ghorwane vão actuar no dia 1 de Maio no Xima, no bairro do Alto-Maé, num concerto em homenagem aos trabalhadores moçambicanos.

Já se conhece a estrutura do espectáculo. Será o quarto neste ano, depois das aparições no Kaya Kwanga, na Rua D’Arte e no Big Brother, sendo agora a vez do Xima. O alinhamento, já se sabe. Os Ghorwane vão brindar o público com uma miríade de canções que fizeram o nome da banda, com uma mão-cheia de incursões à fase que marcou o início da carreira.

Ao todo, o concerto será composto por 16 temas, dos quais alguns são inéditos. Aliás, obras que a banda foi buscar ao baú da memória para oferecer aos milhares de fãs, neste seu percurso de 27 anos de carreira. Também já não devia ser novidade para ninguém que os bons rapazes são dignos “entertainment” e que jamais deixarão os créditos em mãos alheias. As portas do Xima vão abrir por volta das 9horas, mas o espectáculo começa às 22horas. O bilhete custa 250 meticais.

 Novo disco

Na antevisão ao concerto de sábado, 1 de Maio, falámos com David Macuácua, porta- voz da banda, sobre as hipóteses de os Ghorwane lançarem mais um álbum, que disse que para o efeito é preciso “juntar e recolher muitas músicas” porque “há muitos trabalhos antigos, como também há músicas novas”. No entanto, não avançou datas, mas disse que “estamos a trabalhar nesse sentido”. Quanto ao número de canções, afirmou que é difícil precisar nesta altura, mas não “serão menos de oito músicas”.

Passagens podem afastar “bons rapazes” do LIAFA

 Os Ghorwane receberam em Março deste ano, um convite para participar no “The London International Festival of the Arts”, em representação de Moçambique. Um evento, refira-se, que reúne artistas de renome internacional e oferece uma variedade eclética de música, teatro, dança, poesia, cinema, moda, artes visuais, design e outras formas de expressão cultural. O objectivo do festival é despertar o interesse da população para as artes e incentivar o intercâmbio cultural.

Por outro lado, é uma oportunidade única para artistas emergentes e estabelecidos mostrarem o seu trabalho e constitui uma plataforma internacional que gera colaboração entre artistas, criando novas audiências. No entanto, a banda moçambicana pode não participar no evento porque, segundo o seu porta-voz, precisa de 22 mil dólares para custear despesas com passagens e alimentação no percurso de ida e volta a Londres. Porém, apesar de a banda já ter um lugar reservado ao lado das grandes figuras da cultura nacional, a par de José Craveirinha e outros, os agentes económicos e as empresas estatais não abrem os cordões à bolsa, uma situação constrangedora que para Macuácua só é possível porque “a lei do mecenato comporta um vazio”.

Ou seja, “não há um regulamento que protege os que levam o nome de país além-fronteiras”, conclui. Enquanto esse “vazio” perdura os ‘rapazes’ que levaram o nome de Moçambique para os quatro cantos do Mundo continuam à espera de que o bom senso fale mais forte e Londres fique, por isso, mais perto.

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