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Organizadores da marcha com visões diferentes sobre o que significa estar em paz

A cidade de Quelimane, capital provincial da Zambézia, acolheu no ultimo sábado a marcha pela paz, organizada pelo governo provincial. Foram milhares de pessoas que acorreram ao jardim da sagrada, local onde iniciou a marcha que teve o término na praça da independência.

De entre as figuras de pró que estiveram na referida marcha, destaca-se a presença da presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, que está de visita a província da Zambézia, mas desta vez não como presidente da AR, mas sim como chefe da brigada central da Frelimo para a província da Zambézia.

Já no local dos discursos, ouviram-se visões diferentes sobre o que é ter paz. Mas estas visões diferentes, não foram de pessoas simples, mas sim dos organizadores, ou seja, daqueles que estiveram sentados na tribuna de honra. Vamos aos factos.

Presidente da AR

Verónica Macamo apelou as pessoas para que preservem a paz, porque ela é um bem precioso e que só pode durar mais tempo se de facto ser preservada. Mais adiante Macamo explicou que Moçambique é um exemplo da paz, dai que gestos como estes de realização de marchas vão ainda galvanizar o espírito de paz, e dai, resultará o trabalho.

Governador da Zambézia

Por seu turno, o governador da Zambézia, Francisco Itai Meque, disse na ocasião que neste país infelizmente há pessoas que sonham com a guerra. Meque em tom alto sublinhou que o governo de Moçambique está comprometido com a paz e dai que estas pessoas que sonham com a guerra tem único propósito que é de ver o país a voltar para trás.

Por outro lado, aquele governante não deixou de falar de alguns factores que também deixam a desejar. Apontou por exemplo os índices de criminalidade, ameaças de morte, etc como sendo algumas coisas que ameaçam a paz.

Os recados de Silva Mário

Calmo e firme como lhe é característico, Silva Mário, em representação do Presidente do Conselho Municipal de Quelimane, Pio Matos, não fez mais nada se não apontar algumas inquietações que embora sejam ignoradas, são uma autêntica ameaça a paz. Por exemplo, Silva Mário disse que “quando há pessoas neste país cujos seus direitos são violados, isso não significa paz”-estivemos a citar.

 E não só isso, a fonte disse também que com os altos índices de criminalidade, falta de condições de vida para as pessoas, falta de água e comida, com isto tudo não se pode dizer que se está em paz.

Porque segundo a visão do representante do edil de Quelimane, paz não significa apenas o calar das armas, mas há muitos outros pressupostos que ditam a verdadeira paz, dai que o apelo do Silva é que haja trabalho para suprir estas necessidades que a população enfrenta e se isso for concretizado, a população dirá sim, estamos em paz.

Refira-se que um evento como este terá lugar na cidade de Gurué como forma de apelar as pessoas a preservarem a paz. Mas ao certo não se sabe o porque da escolha de Gurué para realização de uma marcha pela paz.

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