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Oposição swázi programa manifestações a partir de 14 de Abril

Os partidos da oposição da Suazilândia, a única monarquia absoluta da África Austral, convocaram para 14 de Abril, manifestações para tentar depor o que descrevem como o “regime totalitário do Rei Mswati III”, defendendo a realização de eleições democráticas.

A imprensa suázi refere que a oposição pretende que Mswati III, de 43 anos e no poder há um quarto de século, abdique do trono e dê lugar à formação de um governo de transição até à realização de eleições no país, cuja capital económica, Manzini, fica a duas horas de carro, de Maputo.

Os protestos visam também contestar o plano de redução de salários na Função Pública, anunciado pelas autoridades, e contam com o apoio da COSATU, o maior movimento sindical da África do Sul, o mais poderoso país vizinho.

Os partidos suázis operam ilegalmente no país, uma excolónia britânica, desde que foram banidos em 1973, ainda no reinado de Sobhuza, pai do actual monarca.

Makossetive, de seu nome verdadeiro (Mswati III), 67º filho de Sobuzha, ascendeu ao trono em 1986 e mantém a matriz absolutista do regime e os costumes ultratradicionais da monarquia suázi, contando agora com 14 mulheres.

A poligamia do rei e as despesas em palácios e mordomias para cada uma das suas rainhas têm sido repudiadas por vários quadrantes da sociedade suázi, preocupados com o afcto de o território ter dos mais elevados níveis de infecção por VIH/ SIDA e ser um dos mais pobres do mundo.

A ameaça de agitação social surge num contexto de revoltas contra os regimes do Norte de África, com levantamentos a exigir democracia e direitos económicos e sociais.

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