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Oposição queniana transforma-se em movimento de resistência nacional

A principal aliança da oposição queniana, a NASA, anunciou ter-se transformado num movimento de resistência nacional e que lançará imediatamente um programa de desobediência civil e sabotagem económica, a partir de 27 de outubro corrente, dia seguinte à retomada das eleições presidenciais da qual se retirou.

O líder da NASA (Super Aliança Nacional), Raila Odinga, declarou que a sua aliança se transformou num movimento de resistência nacional porque “o Governo violou a Constituição e tenta manter-se no poder por uma autrocracia eleitoral”.

“Nós vamos utilizar todos os meios para defender a Constituição. Não reconheceremos o Governo formado após esta eleição e não respeitaremos nenhuma ordem deste”, sublinhou Odinga, durante um comício quarta-feira, em Uhuru Park.

Odinga apelou aos apoiantes deste movimento para não participar nas eleições presidenciais desta quinta-feira, e os membros da aliança foram chamados a manter-se afastados das assembleias de voto.

“Não podemos dar a este regime sedento de sangue uma oportunidade para nos fazer alvos”, declarou Odinga, qualificando as eleições desta quinta-feira de “golpe de Estado”.

A principal força da oposição defendeu que ela não reconhecerá eleições cujos resultados já são conhecidos de antemão. Segundo Odinga, a sua Aliança vai continuar uma campanha de não-cooperação com o Governo e com todos os departamentos governamentais, pois o escrutínio desta quinta-feira representa “uma outra tentativa de materializar uma ditadura eleitoral”.

Ele instou os seus apoiantes a juntar-se à resistência “contra as injustiças cometidas pela Aliança Jubilee do Presidente Uhuru Kenyatta”. A crise política deste país da África Oriental parece ter-se agravado na véspera das eleições.

O presidente da Comissão Eleitoral Independente (IEBC), Wafula Chebukati, revelou que o pessoal da sua instituição é objecto de ameaças e que a casa de um dos seus membros foi incendiada.

Chebukati deplorou que uma tarefa que consiste em realizar normalmente uma transição democrática seja tornada mais perigosa do que uma guerra.

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